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  1. virtualmente.

    August 1, 2011 marypaixao

    Parece até que eu sabia que não ia durar muito. Parece até que eu deixei pra escrever isso aqui quando acabasse.

    (Acabar o que nem começou? — lema da minha vida)

    Então… a primeira vez que eu o vi, na verdade eu não o reconheci. A gente começou a se falar pelo msn por causa daquela amiga em comum, mas naquele tempo ele me irritava um pouco. E desde aquele tempo não temos muito o que falar. Depois de algumas conversas esporádicas pelo msn, ele falou comigo em um evento, mas eu não o reconheci. Se não me falha a memória, depois disso paramos de ‘conversar’ (aka. se falar às vezes rapidamente).

    Depois de não sei quanto tempo, voltamos a nos falar no msn. Não lembro como, mas nesse nosso segundo “contato” foi que ele começou a dar em cima de mim. A gente praticamente nunca tinha se visto, eu me importava com ele tanto quanto ele se importava comigo, então deixei rolar. Depois de alguns poucos dias de conversinha mole — sem mudar nosso jeito de conversar (aka. não ter quase nada pra falar) — ele disse que éramos muito diferentes e que achava que não daríamos certo, ou algo assim. Nem lembro quando foi isso, mas de todo modo não me importei.

    Aí veio uma fase minha que eu simplesmente não tinha com quem conversar no msn, então parei de entrar. Passei mais de um ano, acho, e pensando bem ainda hoje não tenho muitos motivos pra estar sempre online. Há umas duas semanas atrás, não sei porque entrei no msn — e ele veio falar comigo. Já seria uma surpresa se qualquer pessoa falasse comigo no msn; ele então, foi uma surpresa ainda maior.

    Disse que estava há um tempo querendo entrar em contato comigo, pois estava com um projeto com uns amigos e eles iria gravar um podcast sobre livros que viraram filmes. E, como eu tenho um blog literário, ele se lembrou de mim para participar junto com eles. Achei bem legal, topei, ele me falou um pouco sobre o projeto e deu a ideia de testarmos pra ver se havia algum problema com o skype ou algo do tipo. É terrivelmente embaraçoso pra mim falar com alguém pelo telefone, e isso se aplica ao skype também, mas aceitei. E no começo foi realmente embaraçoso, já que mesmo com algumas coisas em comum nossa conversa era meio forçada. Mas o fato é que conseguimos conduzir uma conversa… muito bem, na verdade, se considerarmos que ficamos conversando até seis horas da manhã. Em alguns momentos não falávamos nada, mas de certo modo foi legal. E mais uma vez ele deu em cima de mim. E eu aceitei.

    E, com isso, entrei em parafuso, logicamente. É, complicado. Porque mesmo ele sendo quase um estranho, eu me senti bem conversando com ele. E faz TANTO tempo que alguém não me faz bem desse jeito… Conversamos por dois, três dias normalmente depois dessa ligação do skype, algumas vezes conversando normalmente, outras com pequenos indícios de que talvez algo rolasse. Depois de uns dias um outro nível chegou, à base de morangos com leite condensado. É, nunca um morango rendeu tanto assunto. Mais um nível foi atingido quando as conversas passaram a ter webcam. E, devo dizer, foi uma adição muito boa.

    O negócio é que, em algum momento, eu passei a querer mais — e é aí onde mora o problema. Não que eu estava (ou esteja) loucamente apaixonada por ele, mas ele me fazia bem e eu gostei da sensação e eu sabia que se aquilo progredisse ia ser ainda melhor — porque, PORRA, só virtualmente? REALLY? Ele morando a, sei lá, uma hora da minha casa?! Mas enfim, o problema é que quando um não quer, dois não fazem, e ele, logicamente, não queria. Ou queria virtualmente. Ou só teve um acesso de loucura. Whatever.

    E aí tivemos a oportunidade de nos encontrarmos pessoalmente, e eu, ingenuamente, pensei que já que ele quis algo comigo virtualmente, também iria querer algo pessoalmente. Quer dizer, pelo menos era o que fazia sentido na minha cabeça. E conversar com ele pessoalmente foi até melhor do que conversar pelo msn, e ele é inteligente e me faz rir e é legal e… não quer nada comigo (for fuck’s sake, how I dared to think otherwise?!). Enquanto conversávamos lá no evento eu mal conseguia conversar olhando nos olhos dele e eu ficava com vergonha (é estranho falar isso, não é de um modo ruim) do sorriso dele. Mas não deu em nada, e não foi por falta de oportunidade. E quando eu cheguei em casa eu vi o quanto eu esperava por algo.

    The thing is: pra ele, o que aconteceu pelo msn foi tudo, e ele não sabia que eu queria uma “continuidade”; pra mim, aquilo não foi nada, eu não queria continuar, eu queria que algo começasse! Pra mim, tudo o que ele fez foi me dar falsas esperanças de que tudo o que ele falava que queria fazer comigo ele iria fazer em algum momento. PORRA, como alguém pode se satisfazer com algo VIRTUAL? Ou seja, ou eu frustrei hard ele em algum momento, ou ele… sei lá, só queria passar o tempo? Qual dos dois é pior?

    Anyway, the show must go on, nós somos só amigos e eu tô totalmente messed up, cheia de vontades que não dá pra satisfazer. Ele é só mais uma desventura que não deu em nada. O que me deixa mais frustrada e deprimida é que sabe aquela situação que eu sempre imagino, de possible sex mates or even lovers or something like that? Minha imaginação foi um pouco mais além com ele, porque hey!, virtualmente chegamos mais além. O foda é ter que voltar à estaca zero. E não poder mais pensar em talvez ter uma amizade colorida com ele, podendo até se passar por fake boyfriend.


  2. メルト

    June 18, 2011 marypaixao

    E aquele momento que pareceu que o mundo deu um zoom no seu sorriso?

    E aquele abraço, totalmente de surpresa?

    E por que cada palavra parece me derreter um pouco?

    DON’T YOU DARE fall in love.


  3. Comediante.

    June 16, 2011 marypaixao

    Então que, de algum modo, eu recebo um convite pra trabalhar como produtora de um grupo de stand-up comedy. Meu receio durou um minuto e meio. Logo depois disso já estava completamente animada e entusiasmada com a ideia de fazer uma coisa totalmente nova! Quem me chamou foi um dos carinhas do grupo (são 3 carinhas!), que eu conheci por causa do outro grupo que ele participa e blá blá blá.

    Mas esse post não é sobre ele, é sobre outro carinha do grupo, que organiza tudo. Eu nunca tinha assistido um show deles, então não o conhecia. A primeira vez que o vi, uma hora antes do primeiro show que eu ‘produzi’, eu fiquei sem reação. Primeiro porque só quando ele apareceu eu percebi que esperava alguém que eu não sabia quem era. Hahaha. Acho que minha cara de perdida foi única na hora. A primeira coisa que eu percebi quando finalmente ‘acordei’ do transe de não saber o que fazer foi que… ele não tem cara de comediante. Tem cara de mauricinho arrumadinho (HAHAHA). Falava manso, apesar de ser bem objetivo. Simpatizei com ele principalmente por causa de como ele começou a falar sobre o show: falando das coisas que ele não gostava. Prático.

    Enfim, diretrizes básicas dadas, eu me virei do jeito que deu no primeiro dia, e acho que me dei mais ou menos bem. O mais estranho de tudo é que logo naquele primeiro dia, como eu o conheci e comecei a trabalhar em seguida, não deu tempo pra me sentir constrangida de falar com ele ao telefone, não teve um tempo do tipo ‘acabamos de nos conhecer e eu não sei como lhe tratar’. As coisas precisavam ser resolvidas e ditas com clareza, então o lado profissional foi à frente.

    Mas confesso que, assim que o lado profissional foi embora com o fechamento do show, fiquei constrangida, morrendo de vergonha. Do meu desempenho, do que precisava ter sido feito, do modo como eu tinha que olhar pra ele – modo ‘a trabalho’, por assim dizer, mas que requer atenção no olhar e é embaraçoso -, da namorada dele que eu nem sequer lembrava o nome e a cor dos olhos, da carona que ele me deu, que eu nem sei se era caminho dele mesmo (omfg, quem pega e dá carona quando acaba de se conhecer?!).

    Marcamos (ou quase isso) uma reunião pra terça-feira, regada a… wi-fi e tomada. (tive crises de riso comigo mesma sempre que pensava nisso – porque ele precisava me mostrar coisas no computador, então precisava de wi-fi e tomada, então em todos os lugares esse era o requisito fundamental). Nos encontramos num restaurante, que acabou não tendo esses requisitos. Mas deu pra gente resolver (indo a outro lugar). E é aquela coisa, né, não há nada mais embaraçoso do que conversar – principalmente com alguém que você mal conhece – enquanto come.

    Mas a conversa foi muito interessante! Na verdade, é interessante conhecer pessoas, né? (lógico, isso quando as pessoas são interessantes) Não lembro de tudo o que foi falado, mas também não é muito importante. O importante são os trejeitos, o modo de falar. É isso que eu acho mais legal em conhecer uma pessoa nova: analisar e tentar descobrir as nuances de comportamento, o jeito do corpo, o movimento das mãos, as marcas e sinais.

    Porque tem certas coisas que nos dão uma visão diferente. É, porque quando se conhece alguém, uma imagem pré-concebida começa a se formar na cabeça, de acordo com… sei lá, relações aleatórias. E, de repente, uma ação (provavelmente corriqueira) muda a imagem que foi formada. Um exemplo simples: saímos do restaurante pra ir a uma cafeteria na rua principal, e o pedido dele foi um pedaço de torta de morango e um espresso. Antes de ele pedir, fiquei tentando imaginar o que ele pediria, e não passou pela minha cabeça uma torta de morango. É, eu sei, coisas totalmente aleatórias, mas que mostram algumas curiosidades.

    O que eu acho dele? Ainda não sei. Ok, ele é bonito sim, organizado, de modos interessantes. Ele parecendo uma criança feliz, com o cabelo bagunçado, a cara de nerd e uma pedaço de torta de morango bem bonitinha é uma graça, hahaha! Acho que conhecer ele tá sendo uma experiência boa e nova pra mim, porque eu simplesmente preciso agir. Nada de pensar muito como poderia ser e como poderia ser interpretado. É bom não esperar nada de alguém.

    Conhecer novos mundos é legal, né? ^^


  4. Fake (or not).

    June 13, 2011 marypaixao

    Procura-se fake boyfriend para festas de família. nada muito pegajoso, só pra ficar do lado e segurar mão. Pagamento a combinar, além de open bar e acomodações (caso precise). Só exijo um mínimo de empatia e bom-humor.

    Procura-se real boyfriend pra não deixar eu faltar aula, pra cuidar de mim, pra me entrelaçar os dedos, pra beijar minha bochecha só pra passar o tempo, pra me fazer companhia enquanto eu leio um livro, pra dividir comigo fatos engraçados ou um sofá confortável.

    Procura-se alguém pra me fazer sentir menos só.


  5. Tudo o que é sólido pode derreter.

    June 3, 2011 marypaixao

    A tristeza é que nem chiclete, Thereza. A gente precisa mastigar. Até virar aquela massa sem graça, sem gosto. Depois a gente cospe.

    therezasobremesa,

    me sinto só. não consigo me apegar a ninguém. toda a minha vida parece incrivelmente superficial. O que eu devo fazer de mim? Um dia li uma frase que dizia Há um muro de Berlim dentro de mim. E quem foi que construiu esse muro, hein? Sai daqui, quebra, demole, destroi. Não quero essa diferença de tratamento, não quero essa falta de palavras, não quero essa presença não ativa.

    O que eu faço de mim quando não me resta nada?


  6. Oi, voltei.

    marypaixao

    E continuo a mesma coisa.

    Mentira, tô tentando mudar. Juro, tô me esforçando.

    Mas é foda sozinha.


  7. Being Erica.

    October 22, 2010 marypaixao

    Faz tempo que não posto aqui, né? O meu blog sobre livros, o Muito Pouco Crítica, me estimula e me deixa esquecer o que eu odeio, me faz sentir bem mesmo com o fato de eu não ter ninguém ao meu lado. Mas eu ainda estou comigo (!) e o meu maior problema – talvez o único deles – seja eu mesma, então…

    O título do post, Being Erica, é por causa desse seriado. Comecei a assistí-lo e só assisti até agora dois episódios, mas cada episódio é como se fosse um tapa na minha cara, tentando me dizer ACORDA, PORRA! FAZ ALGUMA COISA!. Eu tranquei minha faculdade. Deixei letras pra fazer Produção editorial, mas esse curso só tem em São Paulo e eu não posso me mudar pra São Paulo da noite pro dia. Então estou no ócio. E quando eu digo ócio, quero dizer que eu estou dormindo, lendo ou no computador. Ou seja, se antes eu pelo menos conseguia manter um peso nada aceitável andando pelo menos até a parada do ônibus, agora eu nem tenho mais isso. E eu estou me sentindo mal.

    Estou me sentindo – e vendo que eu realmente estou – pelancuda, enorme, grosseira, mal cuidada, perdida, feia, horrorosa, um desastre, um desapontamento.

    E Being Erica é um seriado sobre mudanças. Erica Strange é uma mulher de 32 anos que encontra um terapeuta que é capaz de levá-la ao passado, pra tentar mudar todos os arrependimentos dela. Ela está infeliz, ela não tem nada do que um dia ela sonhou, e esse terapeuta a ajuda a endireitar as coisas. Mas a coisa toda é muito verdadeira, a Erica tem noção de porque ela se arrepende, o que ela gostaria de mudar, porque ela não está feliz. Ela precisa resolver as coisas dela por ela mesma.

    Sabe como é? Ela vai lá – pro passado, no caso – e  faz. E eu? Passo metade do meu dia dormindo e a outra metade sentada na cadeira em frente ao computador, da mesma maneira que eu estou exatamente agora. O que é que eu tô fazendo pra mudar a minha vida? Porque PORRA eu não consigo fazer nada pra mudar a minha vida? O que PORRA eu tô esperando?

    Além de ter começado a assistir Being Erica, hoje eu o vi. O nome dele é Eduardo. Ele é o cara mais gostoso e mais lindo que eu conheço. Ele é diferente de todos os meus amores platônicos. Na verdade, descobri hoje que ele não é um amor platônico. Ele é gato, é gostoso, tem um sorriso lindo e uma voz grossa sensacional. E ele fica lindo de óculos, é um super amigo (não meu, lógico), muito engraçado. Mas o meu coração… não bate mais rápido por ele. No máximo ele lambe os lábios por estar vendo uma criatura tão linda e gostosa e fofa ao mesmo tempo. Mas não, não estou apaixonada por ele. Continuo vazia.

    Mas enfim, continuando. Eu o vi mas ele não me viu – e se viu, ignorou completamente. E eu quero que ele me olhe. Quero que ele converse comigo. Porra, meu REINO pela amizade dele. Imagina como deve ser um abraço dele? Mas ele não me olha, me acha uma louca porque eu vivo stalkeando ele e não quer nem papo comigo. Mas e se eu mudar? Lógico que sendo mais magra não vai mudar o que eu sou, mas será que ele olharia pra mim? Me daria uma chance de poder puxar conversa – apesar que eu definitivamente não sei puxar conversa?

    Mas Eduardo é só um detalhe. Eu quero gostar de alguém e eu quero que alguém goste de mim. Eu quero gostar de mim. Eu quero me sentir bem. Acho que eu não confio em mim mesma. Por que será? O que falta pra eu poder começar um programa de menos comida e mais exercício e não parar na segunda semana?

    Eu realmente preciso fazer isso. Minha sanidade está em jogo. I can’t take this anymore. I can’t standy myself that way.


  8. I hate it (me).

    July 24, 2010 marypaixao


  9. Um astro.

    marypaixao

    Quem ama sempre arruma, ajeita, procura uma maneira de falar da pessoa amada, não importa qual seja a conversa, não queremos saber o assunto, o importante, o necessário é abrir a boca e falar o poderoso nome, aquele nome, que como as notas da mais bela cítara dá um grande, enorme, colossal prazer ao viciado coração.


  10. Raridade.

    June 19, 2010 marypaixao

    Minha vida anda muito parada, vê-se por esse blog. Whatever.

    Estava eu voltando da faculdade para casa. Quando olho pro meio da rua, um cara. Não muito alto, cabelos pretos, lisos, passando um pouco dos ombros. Uma bolsa de costas bege/marrom, ou simplesmente suja. Calça jeans folgada, mas um folgado bonito, não daqueles tipos com o fundo lá embaixo. Não lembro agora se ele tava de havaianas pretas ou tênis, daqueles tipo futsal, bem rasteiro. E com um guarda-chuva marrom na mão, fechado. Meu radar apitou, meio desconfiado. É cada vez mais difícil encontrar um cara bonito, realmente bonito nas ruas de Recife. Mas dessa vez ele não se enganou. O cara era quase um deus grego. O rosto dele era um pouco quadrado, com o maxilar bem definido. A boca parecia uma delícia: era grande, mas era proporcional ao rosto dele. O nariz afilado, também proporcional. E os olhos eram escuros (não tenho visão boa o bastante pra dizer se eram castanhos ou pretos) e com uns cílios lindos e grandes!

    WOW. Pausa pra suspiro.

    Fazia tanto tempo que eu não via um cara assim que eu me embasbaquei. Eu estava dentro do ônibus e ele fora, na calçada. Eu dei graças pela rua totalmente esburacada e o engarrafamento consequente disso, porque senão ele seria apenas um borrão na minha memória. Por isso que deu pra ver ele de todos os lados e ângulos, e deu pra formar a imagem nítida na minha cabeça (sou péssima pra observar detalhes se a pessoa apenas passa rapidamente por mim. Preciso de bastante tempo). Enquanto eu olhava pra ele com os olhos brilhando e a boca aberta, ele olhava pros lados, se desviando das pessoas, buracos e olhando o trânsito. Mas lógico que ele me viu, eu praticamente estava atacando ele com os olhos!

    E eu? Continuei olhando, e até sorri…! “Nunca mais vou vê-lo novamente”, diz 90% das minhas chances.


  11. Pessoal.

    May 24, 2010 marypaixao

    Realização pessoal: Olhar para o lado e te ver.

    Conquista pessoal: Na troca de olhares, receber o sorriso que ilumina minha vida.


  12. “Dear John”

    May 21, 2010 marypaixao

    Eu sabia o que estava acontecendo, claro. Como estávamos nos afastando, eu ficava cada vez mais desesperado para salvar o que antes havia entre nós; no entanto, como em um círculo vicioso, meu desespero fez com que nos distanciássemos ainda mais.

    Parecidíssimo comigo.


  13. Uniforme.

    May 7, 2010 marypaixao

    Caras de uniforme são o que há. Eu prefiro uniforme de bombeiro, mas o de policial também vale! A inspiração pra esse post veio de um cara hoje no shopping plaza. Ele não era muito bonito, era normal. Mas era alto, magro mas musculoso, e estava de uniforme. Eu tava esperando o elevador, ele também, e duas mulheres que trabalham lá no Nippon. O elevador chegou, a gente entrou e ele esperou todas entrarem. Mas ele tava distraído, com um celular acho, e ficou na porta, esperando sabe-se lá o que. Aí o pessoal apertou o andar que queria, e o elevador foi fechando a porta. Mas isso foi por menos de um segundo, porque o cara tava na porta. E a porta bateu nele, e ele nem aí. Foi como se ele tivesse ali de propósito, mas… sei lá! Só sei que eu achei muito manly aquilo. Ele segurando a porta, e depois olhando com ar de riso pras mulheres que haviam gritado “Aii, deve ter doído, que loucura!”. E o sorriso dele foi quase sensual (ui!). E os braços dele eram tão lindos….


  14. Você daí e eu daqui.

    May 1, 2010 marypaixao

    “Sou”… Vamos fazer a seguinte brincadeira! Leia o texto abaixo de Martha Medeiros:

    “Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar quem a gente é: você daí e eu daqui. Eu sou outono, disparado. E ligeiramente primavera. Estações transitórias. Sou Woody Allen. Sou Lenny Kravitz. Sou Marília Gabriela. Sou Nelson Motta. Sou Nick Hornby. Sou Ivan Lessa. Sou Saramago. Sou pães, queijos e vinhos, os três alimentos que eu levaria para uma ilha deserta, mas não ilha deserta: sou metrópole. Sou bala azedinha. Sou coca-cola. Sou salada caprese. Sou camarão à baiana. Sou filé com fritas. Sou morango com sorvete de creme. Sou linguado com molho de limão. Sou cachorro-quente só com mostarda e queijo ralado. Do churrasco, sou o pão com alho. Sou livros. Discos. Dicionários. Sou guias de viagem. Revistas. Sou mapas. Sou internet. Já fui muito tevê, hoje só um pouco de GNT. Rádio. Rock. Lounge. Cinema. Cinema. Cinema. Teatro. Sou azul. Sou colorada. Sou cabelo liso. Sou jeans. Sou balaio de saldos. Sou ventilador de teto. Sou avião. Sou jeep. Sou bicicleta. Sou à pé. Você está fazendo sua lista? Tô esperando. Sou tapetes e panos. Sou abajur. Sou banho tinindo. Hidrantes. Não sou musculação, mas finjo que sou três vezes por semana. Sou mar. Não sou areia. Sou Londres. Rio. Porto Alegre. Sou mais cama que mesa, mais dia que noite, mais flor que fruta, mais salgado que doce, mais música que silêncio, mais pizza que banquete, mais champanhe que caipirinha. Sou esmalte fraquinho. Sou cara lavada. Sou Gisele. Sou delírio. Sou eu mesma. Agora é sua vez.” (Martha Medeiros)

    Agora é minha vez.

    Sou vento, sou frio. Sou viagens de carro em alta velocidade, vento no rosto e som ligado nas alturas. Sou uma vontade louca de começar a dirigir. Sou viagens, tanto por terra e ar quanto por imaginação, livros e sonhos – dormindo ou não. Sou enorme vício nas coisas por pouco tempo, pra depois esquecê-las e depois voltar ao vício de novo. Sou internet, mas já fui mais. Sou não saber o que falar. Sou mais escrever. Sou noite, de preferência de lua cheia. Sou montanha, mas também posso ser praia, principalmente se bem acompanhada. Por falar nisso, sou companhia, mas também sou solidão. Principalmente porque não consigo ser boa companhia normalmente. Sou risos, gargalhadas, gritos e sorrisos. Sou pouco observadora, mas sou mais de observar o que se mostra pelo corpo do que pelas palavras. Sou palavras, principalmente escritas. Sou livros. Livros. Livros. Livros. E música. Sou muito música também. Só sou TV se for filmes, seriados e doramas. Sou de chorar muito, quase na mesma proporção que sou de rir muito. Sou histórias dos outros: não sou minha própria história. Talvez por isso não seja muito eu, apesar de ser exatamente por isso que sou mais eu. Sou complicada, vê? Sou um monte, um monte MEESMO de sapos engolidos pra não machucar os outros. Sou daquelas que acreditam que a palavra dita não volta atrás. Sou puro medo, terror, horror de perder as pessoas que eu amo. Acho que sou ciumenta por causa disso. E também sou terrivelmente insegura. Mas quando sou muito segura daquilo que quero ou tenho, nada me detém. Mas isso é caso raro, raríssimo. Já não sou assim há muito tempo. Sou stalker. Sou adepta dos que dizem “quem tem informação tem poder”. Mas na verdade só sou assim por não saber o que dizer. Sou pura vontade de conhecer e conversar e falar e rir com certas pessoas, mas também sou pura vergonha e puro medo de não saber o que falar, apesar de estar tudo na minha cabeça. Não sou surpresas e segredos – os odeio. Sou total falta de autoestima, autopreservação. Sou criança que gosta de mangás, romances água com açúcar e amigos-que-precisam-se-falar-todos-os-dias. Sou adulta que gosta de maquiagem, ensino e línguas estrangeiras. Sou muito mais criança, fato. Sou príncipe encantado e realização de todos os desejos. Sou fazer o que eu gosto, sempre. Sou azul, roxo e preto. Sou maquiagem com bastante delineador. Sou esmaltes escuros e vibrantes. Sou uma eterna luta por unhas grandes. Sou camiseta básica, calça jeans e havaiana. Sou gLeek. Sou Grey’s Anatomy e Big Bang Theory. Sou de Utada Hikaru a Marilyn Manson. Sou pop, rock, metal, mpb. Sou o primeiro cd de Isabella Taviani, sou a discografia de Chico Buarque, sou os solos do Skid Row. Sou música japonesa e coreana. Sou Japão. Japão. Japão. E um pouco Coréia do Sul. E um pouco Taiwan. Sou sushi, sushi, sushi e mais sushi. E também sou lagosta, camarão, atum, caranguejo. Mas não sou de jeito nenhum carne vermelha. Sou coca-cola, leite com nescau e iogurte. Deveria ser muito mais água, mas não consigo. Finjo ser academia todo dia da semana, mas sou BodyJump. Na verdade sou mais é dormir. Sou chick-lit quase todo o tempo. Sou Sarah Mason, Marian Keyes, Meg Cabot,  Sophie Kinsella, Gemma Townley, Janet Evanovich. Mas também sou um pouco Jostein Gaarder. Sou ódio a rotinas, apesar de ser sushi no Plaza todas as vezes que puder. Sou pura demonstrações de afeto. Sou puro amor. Sou muita paixão (até no sobrenome!). Sou elas. Sou vazio. Sou uma tentativa frustrada de ser quem eu deveria ser.

    Chega, quem sabe depois eu edito pra adicionar mais coisas.


  15. Indiferença.

    April 24, 2010 marypaixao

    A pior coisa do mundo. Aquilo que faz aqueles olhos que você tanto quer que olhem pra você passe direto. Aquilo que faz outra pessoa ignorar totalmente sua presença. Aquilo que dói mais do que qualquer outra coisa.

    Aquilo que não precisaria existir se ele simplesmente… olhasse. Reconhecesse que eu existo. Me desse uma chance. De simplesmente existir.


  16. Sinceramente?

    April 21, 2010 marypaixao

    Eu sou muito melhor amando alguém. Quando estou sozinha, sem ninguém pra pensar, não tenho vontade pra nada. É como se a falta de… algo maior sugasse todas as minhas energias. Eu acordo com sono, mesmo tendo dormido doze horas direto. Eu não sinto vontade de levantar da cama. Não sinto vontade de me arrumar e enfrentar um novo dia. Não sinto vontade de lutar por mim mesma – preciso lutar por outra pessoa. Ninguém faz nada por mim, mas mesmo assim (por isso?) eu não faço nada por mim mesma.

    Acho que nunca estive tão sozinha; antes pelo menos tinha amores platônicos pra me tirar do nada.


  17. Corner with Love.

    April 12, 2010 marypaixao

    How come you captivate my heart so easily,
    yet I can’t find a way to grab your attention?

    Love knows how to forgive, but it does not know regret.

    The chances of meeting each other, is close to impossible,
    but it wouldnt hurt to walk around the streets few more times.

    Im always waiting for you to occasionally turn your head
    around, which would make the sweat chasing your worth while.

    You look at me, take a good look at me. Do you find me
    a little cute? The little bit of hope in my eyes is hoping
    for your love to arrive

    I bet! You are so hard to chase, are you trying to ascertain
    my determination to love you?

    Love is my wings. When you abandon me, I can only fall two
    thousand feet from the sky.

    Not every Cinderella can find the right pair of shoes
    that belongs to them.

    What’s most important is not who you fall in love with,
    but how you love someone.

    Every person is waiting for someone.

    Holding hands or letting go, happiness or blessings

    We can’t return to the past, yet we can’t see what
    is ahead of us.

    I’ll divide my sense of longing into a thousand pieces,
    then fold them into paper airplanes and send them to you.

    If loving you is wrong, then I would rather not be right.
    If thinking of you is a crime, you might as well execute me.

    No matter how much you say, you are merely using 100 different
    ways to say…I Love You.

    Will you marry me, once everyday?


  18. Talk to me.

    April 10, 2010 marypaixao

    Ele não pode me fazer mal porque ele não significa nada pra mim. Ele é só um cara bonito. (é só um detalhe que ele seja o MAIS bonito). Mas a coisa toda é que eu não queria que ele fosse SÓ um cara bonito. Eu queria conversar com ele. Tá que desde o começo eu tô apelando. Eu sei que tô tentando demais, e esse é o caminho errado. Mas desde o começo, desde quando eu conheci ele na academia, que eu tentei puxar conversa no orkut, ele me ignora. Ele me ignorou no orkut. O que ele pensa que é, pra nem me dar uma chance? ¬¬ Tenho duas visões disso: uma é que, ele é um babaca. Afinal, se eu fosse magra, eu seria quase perfeita (se achando)! Afinal, apesar de eu não saber muito bem puxar assunto, eu sou inteligente, sei conversar sobre várias coisas, tenho bom gosto musical, adoro cinema, sou muito ligada no que anda acontecendo na atualidade, sou engraçada, sou boa pra escutar as pessoas… Deos, sou uma ótima amiga. (uma visão bem otimista e convencida, né? não sou eu.) =P

    enfim, a outra visão é a visão pessimista. aquela que é mais parecida comigo, sabe? que eu sou muito sem graça e chata pra sequer ser notada. Não sou interessante o bastante pra ser amiga dele. Tá, mas essa visão é meio exagerada, né? Claro, eu sou chata às vezes (quem não é?), sou obsessiva (na verdade isso se chama vício nas coisas que eu quero que estejam sempre comigo), não sei conversar direito (mas se ele puxar assunto eu posso falar sobre várias coisas interessantes)… Mas na maioria das vezes eu sou legal, ou pelo menos posso ser, se ele SEQUER deixasse! Se ele me desse uma chance! Mas nem isso! Hoje eu percebi que ele parou de me responder no formspring. Tá, eu sou uma desconhecida que faço perguntas aleatórias e faço perguntas todos os dias, mas ele criou o formspring pra isso! ¬¬ E ele começou respondendo ¬¬ E ainda meio que puxava assunto nas perguntas! (Porque ele poderia responder sendo curto e grosso!) Porque de repente ele para? Fiquei indignada! ¬¬

    Enfim, ele tava sendo simpático, e aí de repente decide “ah, pois é né, cansei” ¬¬ Se fudeu pô, começou a responder deveria continuar ¬¬ Quem manda? Ele poderia simplesmente me mandar algum tipo de recado “porque tu é assim, hein? para com isso, me deixa em paz!”. Eu não deixaria, mas pelo menos ele deixaria de saber de mim. (haha).

    Tá, parei… Mas é que eu fiquei MUITO PUTA com isso hoje. E provavelmente eu sei (láááááá no fundo) que a errada sou eu, quem manda ser stalker, né? =( Quem sabe um dia aparece uma oportunidade pra eu falar com ele, sem ser eu foooooorçando a barra atééé a morte, né?


  19. Look?

    April 7, 2010 marypaixao

    Hoje aquele olhar pareceu o que eu sempre faço. Aquele olhar de ‘não vai, fica mais um pouco’. Mas só pareceu, mesmo. Não quer dizer que FOI um olhar. Não quer dizer que ele realmente queria que eu ficasse.

    Mas eu me deixei pensar isso por um segundo. E foi kinda cool.


  20. Viagens.

    April 2, 2010 marypaixao

    Como é que uma pessoa, partindo de uma simples resposta a uma pergunta – feita num site onde o objetivo principal é responder perguntas – já imagina milhões de fatos e conversas e situações? Control yourself, please! Isso é totalmente insano! Sabe, ficar rindo toda vez que lembra, tentar encontrar (im)possíveis interpretações pra resposta, tentar visualizar o próprio falando a resposta, e puxando conversa, e se entretendo comigo, e querendo conversar mais.

    Bullshit dreaming. It’s not gonna happen.


  21. Don’t you

    April 1, 2010 marypaixao

    feel bad as much as me about this thing happening?

    I guess you don’t even realize, do you?


  22. Falta.

    marypaixao

    Sinto vontade de falar, mas não tem o que falar.


  23. And…

    March 27, 2010 marypaixao

    BANG!

    Minha inutilidade ultrapassa os limites conhecidos em todo o mundo.

    Ai, como eu me amo! (sarcasmo nível máximo ao cubo.)


  24. Look.

    March 26, 2010 marypaixao

    Às vezes eu só preciso olhar. Na verdade na maioria das vezes. Eu só preciso olhar e olhar e olhar. E olhar. E tentar fixar na minha memória nada boa todos os detalhes possíveis. Tentar capturar todos os momentos encantadores. Pra em casa, olhá-los de novo, na memória. Ou seja, é só uma questão de olhar.

    Olhar o jeito de se vestir. Olhar o cabelo arrumado. Olhar o jeito de mexer o cabelo, desarrumando ele.  Olhar o contorno da boca, séria ou sorrindo. E olhar o sorriso. Me acabar no sorriso, aliás. Adoro sorrisos, vê? Olhar o jeito engraçado que me olha de volta. Olhar o jeito pensativo. Olhar o jeito com que olha pras outras pessoas. Olhar as mãos, e o modo com que elas falam, junto com a boca. Olhar o jeito de caminhar, mesmo que sendo pra uma direção contrária à minha.

    Me contento com muito pouco, sabe?

    Can I watch you all the time?


  25. Conversar é bom! [parte.02]

    March 19, 2010 marypaixao

    Então, como eu ia dizendo…

    Nessa semana o carinha cute falou comigo pela primeira vez…! Eu sou muito besta, passei o dia inteiro pensando só nesse oi. (hahah). Acho que já no dia seguinte (acho que há um certo erro de dias aqui, mas whatever. Não faz tempo), o professor ia passar um filme pra gente assistir (filme tosco, btw). Um pessoal comprou comida e etc, e foi bem legal. O mais legal de tudo foi que, como eu sou uma pessoa muito educada (e interesseira, haha), ofereci o que eu tinha pego pra dividir com o carinha cute! OWN! E aí ele ficava me oferecendo as coisas que ainda tinha também, e foi muito legal! (Besta 2.0). Mas tirando isso, não sabia o que falar mais. No outro dia, teve o final do filme, e mais uma vez foi um interesse descomunal de minha parte em oferecer coisas (hahahaha). Que tipo de conversa podemos puxar partindo de um biscoito?

    Ok, isso se passou uns dois, três dias (não repare na contagem, foi tudo entre o fim da semana passada e essa semana), e continuou assim. Eu ficando besta apenas com ‘ois’ e ‘tchaus’. E algumas conversas indiretas e muita curiosidade e olhares de minha parte XD!

    O ponto alto de toda essa semana, todo esse senac, toda essa história, aconteceu quarta-feira. G. e o Cute iam ficar no senac depois da aula pra conversar a respeito do Senarte, que é um evento bem tosco de lá do senac, que as turmas apresentam alguma coisa (teatro, música, dança, poesia, whatever) na frente de todo o senac e na língua e no nível que estão aprendendo. (Sentiram o fiasco pra quem é Begginners?). Então G. me chamou “bora ficar!”. E eu achei normal, já que G. é praticamente um teatro ambulante (<3 e isso é um elogio, ok). Mas o melhor foi o Cute dizendo “vamo!” HAHAHA Eu quase tive uma crise de riso na hora. Consegui me conter (huhuhu). Porque é o seguinte: eu acho teatro uma coisa linda. Adoro. Mesmo. Mas teatro de escola/curso/lugares que não são relacionados com teatro são SEMPRE toscos. É fato. E com esse pensamento, eu comecei a tirar onda “mentira que vocês vão participar do senarte!?” (hahahaha). E o Cute “é, vamo pô, subir no palco não morre não!” ahahaha adorei XD É, isso também conta com a parte que eu sou tímida. E eu gosto de ver teatro, não de fazer. Enfim. Tirei onda. huhu. Mas também fiquei com eles pra ‘ajudar’ (na verdade por falta do que fazer mesmo). E lógico, uma oportunidade LINDA! Pois é, foi lindo realmente! *-*

    Primeiro fomos comer. Eu só tinha comido metade de uma pipoca, diante da correria faculdade-senac, e estava morrendo de fome. E o Cute também estava, disse que só tinha comido um tomate antes de sair de casa (ahaha, um tomate!! Q). Lá fomos nós comer, então. E foi lindo. Lindo, lindo, lindo. Lindo, lindo. Primeiro, nada como sentar pra comer, e olhar bastante. Eu até nem olhei muito, porque sabe né, odeio quando ficam me olhando quando eu tô comendo, e aí eu aplico isso às outras pessoas. Mas deu pra perceber que ele é cute mesmo! O apelido aqui caiu muito bem, haha. E o melhor: ele é ótimo! Ele conversa sobre tudo, conduz lindamente a conversa, puxa assunto, e dá opiniões e escuta atentamente as suas opiniões, e pergunta sobre a gente…. AIN *_* A gente passou um boooom tempo conversando no restaurante. Foi ótimo! Ele rindo é uma graça! Ele é muito cute! (haha) Aí a gente subiu pro laboratório. E aí conversamos sobre o senarte, as ideias dele e de G., eu ria muito (adoro), aí ora a gente falava português, ora inglês, misturava tudo… hahahaa! muito bom! A gente conversou muito, foi lindo!

    A gente conversou sobre música. Música boa. De verdade. Ain, como é bom o bom gosto! *_* Foi ótimo, sempre que ele falava de alguma música que tinha lá no lab (eu percebi que ele muito provavelmente vive lá direto, pois ele sabe se tem a música e onde tem, e onde tem a letra e como fica organizado… hihín) ele ia e mostrava, botava pra tocar lá, mostrava a letra… Foi lindo! E a gente conversou sobre pessoas, amores. E ele é cute. Muito cute. Muito, muito, muito mesmo. (haha). Eu até achei estranho, porque ouvi falar que ele era galinha (haha). E ele pode até ser, mas não combina com ele. Não tem nada a ver, aliás. Ele pareceu tão gentil, e tão amável. *_*

    Sabe aquele pensamento que sempre me ocorre com os caras, que eu penso que estou afim deles? Isso também aconteceu com o Cute. Mas conversando com ele, pareceu que me deu um estalo, me dizendo que não era bem assim. Não tô afim dele (UFA!), só quero passar o maior tempo possível conversando com ele. (O que não iria acontecer se eu estivesse afim dele, já que eu iria estragar tudo de alguma maneira). Eu consigo olhar no olho dele quando a gente conversa! (Já que quando eu tô afim de um carinha, eu fico tão sem jeito que olho pra qualquer canto, menos pros olhos).

    Sabe o que é melhor? Teve mais! Quinta-feira é o único dia da semana que eu chego cedo no senac, porque eu só tenho aula até 10h. Aí eu saí da faculdade, desci no senac e fui almoçar logo, que já estava com fome. Fiquei por ali no restaurante, comendo e fazendo umas atividades da faculdade, quando o Cute chega! *_* Ele chegou cedo e também foi almoçar. A gente conversou bastante de novo (*__*), principalmente sobre música! Ele me falava das músicas preferidas dele, sempre com um trechinho de cada uma! AH!, por falar nisso, contei que ele me adicionou no msn? Pois é! *-* E ficamos conversando, e ele me dizia músicas, me passava vídeos do youtube, me contava curiosidades… AAAAH, QUE LIIIIIIIIIIIINDO! *_* Ah, voltando! A gente ficou conversando um tempão lá no restaurante, aí chegou um amigo dele, da nossa sala também (o com o sorriso lindo!) e a gente ficou conversando, pra só deeepooooiiis ir pra aula… *_*

    Sabe o que é ainda mais perfeito? Depois da aula ainda ficamos conversando, o Cute e mais dois carinhas lá da sala! A tarde toda! *_* Falando de tudo, rindo muito, conversando em inglês, em português, contando como chegou no senac e conheceu o pessoal, de trabalho, de família e irmãos mais velhos… (haha). Foi lindo, foi sim! E o Cute ainda me deu um chokito! Ele realmente tem bom gosto, né? =DDD

    E tem mais: vai continuar *_* Senac só tende a ficar melhor de agora em diante! *_* Principalmente sabendo que depois da aula pode ter milhões de horas de conversas e quando chegar em casa ainda tem o msn pra me salvar!

    Thank you! <3 (treinando pra conseguir falar esse TH certo, haha)


  26. Conversar é bom! [parte.01]

    March 18, 2010 marypaixao

    Eu não sei o que ocorre comigo, mas me acho uma pessoa kinda complicated pra se conversar. Quer dizer, não é bem assim. Eu sou complicada pra começar uma conversa com alguém, pra puxar assunto. Mas quando a pessoa vai conduzindo a conversa, aí tudo fica bem melhor. Não gosto de pessoas com respostas monossilábicas, pois acho que estarei incomodando se continuar perguntando/puxando assunto. Acho que uma conversa se faz com uma pessoa respondendo algo e perguntando algo também. É uma troca, como tudo no mundo. Reciprocidade é a palavra.

    É por isso que eu não gosto de msn. E também por isso que raramente puxo assunto com alguém, pois não sei como conduzir a conversa. No msn, eu só falo com P. (muito mal ultimamente, btw). Não sei conversar. Não gosto de ficar esperando por respostas no msn, assim como não gosto de deixar as pessoas esperando. E ainda tenho medo de estar me intrometendo demais, perguntando demais, incomodando.

    Mas isso mudou um pouco, desde ontem. Não sei se só foi ontem e hoje, ou vou conseguir fazer com que isso dure, mas mesmo assim…! Começando do começo: eu faço senac, quatro vezes por semana. Acho um saco. Isso cria uma rotina maçante de ir pra lá todos os dias, e fazer o mesmo percurso, blá blá blá. Odeio rotinas. Mas nesse semestre está diferente. Começou com G. A gente estudou juntos no começo do ano passado, e foi algo crucial, que realmente me fez falta quando eu mudei de horário no segundo semestre. E nesse semestre, mesmo atrapalhando um pouco os planos de ter um trabalho à tarde, eu mudei de horário pra ficar na mesma turma que ele! E não é que foi a melhor coisa que eu fiz?

    Vamos entrar na quarta semana de curso, acho. Até… ontem ou anteontem, algo assim, eu praticamente só falava com G. Falava com outras pessoas também, lógico, porque sempre tem os trabalhos em dupla ou em grupo. Mas só conversava, conversava MESMO com G. E só isso já me fazia ter vontade de ir todos os dias pro senac. Mesmo na correria da faculdade acabando na hora que eu deveria estar lá, mesmo sempre morrendo de fome e de sono e de sede e de cansaço. E então, na nossa sala tem meio que um grupinho que eu sempre quis conversar.

    Tem o carinha que tem um sorriso lindo, que me faz lembrar Marlus; tem o carinha cute, tem o carinha altão, que me faz lembrar André e mais dois carinhas que sempre me olhavam com uma cara surpresa tipo ‘que louca’ hahaha que eu adoro; e tem a garota, que é linda e eu super quero ser feito ela, toda organizada e cute! =)

    Então… desde a primeira vez que eu o vi, ainda no ano passado, eu achei o carinha cute cute! iushasiuaha E desde do começo das aulas eu tentava pensar em algo pra falar com ele. Daí percebi que tinha que me chegar auishasuiah E morri de vergonha! Nunca tive a sorte de ter que fazer alguma coisa da aula com ele… Num certo dia (segunda, acho), sentei perto dele, acho que por falta de lugar, algo assim. E fique mega feliz quando ele me deu um oi! SUIAHUIAH Sim, sou besta! Adoro quando as pessoas com quem eu realmente quero conversar falam comigo! *-* Nem que seja um simples oi.

    E foi a partir desse oi que meus dias, medíocres e sem graça, melhoraram de uma forma brutal! *O*

    muito sono, posto a parte dois depois.


  27. “O antes.” (III)

    March 12, 2010 marypaixao

    Julie passou a semana tentando não pensar nas três ocasiões que encontrou Kim, seu novo vizinho de baixo. Depois daquele encontro no elevador na segunda, se esbarraram (literalmente) na porta do elevador, ele subindo, ela descendo; Ela estava tão aturdidamente atrasada pro encontro com Andrea e Carol no Joe’s que mal falou com ele. Pediu umas desculpas apressadas e saiu correndo. Depois de passar a noite inteira analisando minuciosamente cada detalhe desses dois encontros com Dea e Cáh, na companhia de margueritas e cosmopolitans, ela finalmente desencanou e esqueceu, mais por falta de habilidade de pensamento após seis drinks do que por vontade própria mesmo. A terceira vez que eles se encontraram foi mais calma, mas nada muito aproveitável também; ela estava no hall do prédio esperando uma carona de Melanie pra uma pizza na quinta-feira, e ele estava chegando com a tia-avó (ela veio fazer uma visita pra ver se estava tudo certo com o apartamento). Eles ficaram totalmente embaraçados quando a tia-avó perguntou se eles já se “conheciam” (sim, ela usou de uma forte ironia!), e trataram de se despedirem rapidamente. Mas nem por isso ela deixou de analisar cada detalhe de cada olhar que os dois trocaram.

    E cá estava ela, domingo novamente, preguiça novamente, e ela enrolada no edredom pensando nessas três situações, o que aconteceu em cada segundo, o que significava cada olhar, passo, mão, sorriso e palavra. Já era duas da tarde (ela havia acordado às dez, depois de chegar à uma de uma saída com Tim). Só saiu da cama pra pegar o pote de sorvete e a colher. E voltou pra cama de novo. E ficou pensando em tudo, desde então. Um barulho meio diferente tira ela dos devaneios; é o interfone, que só toca ou quando o senhor Huggins quer pedir algum favor escabroso, tipo ajudar com algum tipo de mudança ou quando Julles tem visitas inapropriadas, como sua mãe. Ela deixa ele disparar (só depois do nono toque!!), e volta a tentar se concentrar se aquele beijo na bochecha do segundo encontro não foi muito pra direita. Mas o interfone toca novamente, e depois do segundo-terceiro toque, ela se levanta, com os cabelos também em pé, cambaleante. E quando atende, uma voz forte e sexy pergunta:

    - Te acordei?

    Depois de cinco segundos de hesitação e reconhecimento da voz, ela percebe que o próprio habitante dos seus pensamentos da última semana é a pessoa do outro lado da linha.

    - Ah, não… Só estava com preguiça de levantar da cama pra vir atender.

    - Esse interfone realmente é bem longe do quarto, né?

    - É verdade… Mas também se fosse perto do quarto eu não conseguiria dormir se alguém insistente ficasse me ligando. – Enquanto falava isso, Julie se perguntava porque diabos aquela ligação estava acontecendo.

    - Estou incomodando? Posso desligar agora mesmo, se for o caso.

    Pela voz urgente dele aquilo pareceu mesmo verdade. Como ele pôde ter entendido tão errado?

    - Não, claro que não. Eu sou meio preguiçosa aos domingos, mas é porque já é rotina mesmo…

    - Domingo é um dia realmente deprimente.

    - Concordo plenamente. Só de pensar que amanhã eu tenho que trabalhar cedo e que não tem nada de bom pra fazer na cidade ou assistir na televisão, me sinto péssima.

    - Sinto o mesmo. E, falando nisso….. ahn… você, por acaso… Isto é, se realmente não for um incômodo, você… ahn… gostaria de me fazer companhia enquanto eu preparo o jantar?

    - Jantar? São duas horas da tarde.

    - Ah, sim, claro, mas é que… eu estava pensando em… ahn… é que eu preciso assistir esse filme, ahn… Duro de Matar 4… preciso devolver amanhã, e só tenho hoje pra assistir.

    - Ah, entendo. Essa locadora tem realmente uns filmes ótimos. Só não entendi ainda onde eu me encaixo.

    - Eu, ahn… Estou lhe chamando pra assistir o filme comigo.

    - Oh. Mas e o jantar?

    - Que é que tem o jantar?

    - Se você quer fazer um jantar num dia depressivo de domingo, você provavelmente está esperando alguém, e como você espera que eu esteja na sua casa quando tal pessoa chegar?

    - Quem?

    - A pessoa que você está esperando pra jantar, oras!

    - Você.

    - Eu?

    - É.

    - Eu o que?

    - O jantar é pra nós dois.

    PLIM. Caiu a ficha. Ele estava chamando ela pra ir na casa dele. Ir na casa dele assistir um filme. Ir na casa dele assistir um filme e depois jantar. Eles dois. Só eles dois. Na casa dele. Assistindo filme. E jantando. Juntos. Sozinhos. O que isso significa? O que ele quer dizer? Isto é, filme e jantar, na vera mesmo? Ou algo mais? Mas só nos encontramos três vezes. E nem foram três vezes decentes. Como ele já quer…. Oh meu deus. E agora? Ele está esperando uma resposta. Uma resposta. Agora. NOW!

    - Ahn, claro… eu acho.

    - Ah, ótimo! Quero dizer, não me entenda mal, é só que domingos são depressivos e não se tem nada pra fazer e eu realmente queria testar meu novo fogão com algo especial.

    Ele estava flertando com ela? Ele estava dizendo que ela era especial? Ele queria estar com ela porque ela era a única opção nesse depressivo domingo ou ele REALMENTE queria estar com ela? Oh, uma resposta, rápido.

    - Claro, nada pra fazer nesse domingo depressivo, nada melhor que.. ahn… um jantar. E um filme. Ótimo, por sinal.

    - Sim, ótimo. Então… te vejo daqui a pouco?

    - O que você quer dizer com daqui a pouco? Meia hora? Uma hora? Três horas? Dez minutos?

    - Ahn… o tempo suficiente pra você trocar de roupa, caso esteja usando um pijama e descer a imensa distância de… um andar que separa o meu apartamento do seu.

    - Ah, claro. Então…. ahn…

    - Dez minutos?

    - Em meia hora eu desço.

    E desligou na cara dele. E nem deu tchau. E entrou em pânico logo em seguida. Como ele esperava que ela simplesmente brotasse lá na casa dele? Dez minutos pra se arrumar? O que ele pensava que ela era, a mulher maravilha? Correu pro banheiro e olhou a situação. De-sas-tro-sa. O cabelo estava em pé, a pele toda enrugada e cheia de marcas, parecia que tinha passado um caminhão por cima dela. O que ela faria? Pânico, pânico, pânico. Respirou fundo, parou pra pensar. Primeiro, pentear o cabelo. Segundo, amarrá-lo num coque, pra domá-lo de algum jeito. Terceiro, tomar um banho. Ainda de toalha, arrumar a franja com o secador. Ok, cabelo apresentável. Pêlos retiradas com pinça e gilette. Hidratante. Perfume. dentes escovados. Em um tempo recorde de quinze minutos. Que orgulho de si mesma! Agora, roupa. Dez minutos pra revirar o guarda-roupa de ponta cabeça pra achar uma roupa que não diga “me arrumei toda só pra você” mas também não diga “não me importo se estou arrumada ou não pra você.” Achou que uma calça jeans skinny azul clara e uma regata vermelha com lantejoulas discretas na parte da alça caiu bem pra ocasião. (E ainda deu pra aproveitar e usar o sutiã novo da Macy’s, vermelho com bolinhas brancas!) Sandália vermelha de dedo, com lacinho. Brincos brancos, não muito grandes nem muito pequenos. Maquiagem só com corretivo, pó, blush e rímel, feita em cinco minutos (tá, sete). Bolsa? Não, ela mora no apartamente logo em cima. Camisinha? Oh não, muito cedo! Tudo certo! Chave de casa no bolso, e lá vai ela descer pro 901…

    Qualquer dia eu reviso =) Notei que os outros dois estão com super erros, argh! >_<


  28. “We’re a couple.”

    March 7, 2010 marypaixao

    Incrível como a sua visão só consegue ver casais quando o que você menos quer ver são casais.

    Mas tudo bem. Isso passa. Afinal, sou eu que quero sair com O casal (ou semi-casal)… Ok, pausa para explicação. Minha amiga, depois de um tempo solta na bagaceira de one-night-stand-kisses, está se ajeitando. Eles se conheceram a cerca de um mês, e estão ficando. Ótimo! Nada podia ser melhor pra passar a fase dela de “finjo-que-odeio-o-amor-pois-só-me-fodo”. Ele é legal, lindo, carinhoso e – segundo ela – com uma pegada muito boa. Depois de uma fase com encontros-para-sexo-casual, nada melhor do que um ombro pra se apoiar e um abraço bem gostoso. E com conversa antes do sexo, e provavelmente durante e depois também. (Afinal, isso é o que vale). Pois então, eles só são semi-casal porque simplesmente ainda não rolou aquele pedido oficial. Mas dá pra ver que é só uma questão de tempo, sabe? How do you know? You just do. É diferente quando rola uma conversa, um carinho, uma atenção especial. Eles tem sincronia, e química – e provavelmente física. Mas eles já se tratam como casal, e o mundo já os vê como casal.

    Pois então, não tenho complexo de vela, mas gosto de sair com eles. Apesar que, depois de uns tempos sombrios entre eu e ela, em que ela não falou comigo por um tempo e etc, eu sempre me sinto como se tivesse atrapalhando. Mas eu tento relevar isso (apesar que muito provavelmente eu atrapalho mesmo). Mas vê-los é… lindo. E mesmo que eu não possa vê-los, adoro quando ela me fala sobre eles. Eu sei que precisa existir intimidade e etc, mas I can’t help myself. Ok, pausa. Eu realmente sei que precisa existir intimidade, mas sinceramente, acho que falar coisas do casal pra uma amiga não é caso de “oh, estou contando coisas privadas! isso é errado!”. Sim, tem gente que não se sente confortável falando de sexo, com detalhes. Mas, ao meu ver, esse desconforto se deve ao pensamento que a pessoa pra quem se está contando não seja confiável. Tá, existem aqueles momentos SUPER lindos e especiais, que você quer manter só entre vocês dois; E também tem gente que não gosta nem de contar nem de ouvir aqueles detalhes BEM detalhados, tipo sórdidos mesmo (o/). Mas eu gosto da parte da sedução, do como-foi-que-aconteceu. E gosto de detalhes (não tão sórdidos, mas detalhes). Ok, voltando. E eu acabo me sentindo mais desconfortável pensando que estou atrapalhando porque ela às vezes só me diz “não teve nada de mais”. E não teve nada de mais mesmo não. Mas são as coisas mais simples que são as mais lindas. Sabe, hoje mesmo, quando ele meio que se escondeu nela quando a nossa amiga perguntou ‘quando tu vai pedir ela em namoro?’. Ou quando ele abraçou ela, só pra ficar daquele jeito. Mas enfim…

    Sabe o que é isso? It’s kinda depressing. Eu sou meio masoquista, sabe? Eu amo ver aquilo que eu mais quero que aconteça comigo. Minha amiga tenta disfarçar, não ter expectativas, mas ela sabe que a coisa mais simples que ele faça faz com que as borboletas pululem dentro dela. She’s falling in love. E o que há de mais bonito que isso?

    Quanto à primeira frase do post, o que eu menos quero ver são casais sendo felizes com a felicidade que eu não tenho, e também o que eu mais quero ver são casais sendo felizes com a felicidade que eu não tenho, mas quero com todas as forças ter. Complicações da vida.

    I guess it’s kinda confusing the text, but whatever. I’m confused with my own feelings.


  29. Aspas.

    February 2, 2010 marypaixao

    Com isso, eu acabei aprendendo a fazer uma lista de tópicos para colocarmos os assuntos em dia, e tinha pegado a minha agenda para consultar. Por certo, não me esqueceria das novidades de peso, como Atlanta ou Drake, mas eu também fazia questão de falar das trivialidades, com medo de perder a sensação de convívio diário, tão reconfortante. Eu não podia admitir que isso acontecesse, embora soubesse que isso acontecia o tempo todo entre irmãs, principalmente se elas morassem longe uma da outra, ou tivessem pouco em comum e se, como no nosso caso, também não tivessem mais uma mãe que as unisse. De alguma maneira, eu sentia que se a mantivesse informada das trivialidades da minha vida – seja sobre o novo creme para as pálpebras que estivesse usando, o e-mail inesperado que tinha recebido de uma colega do colegial, ou da lembrança divertida de quando tínhamos ido com nossos pais comprar sapatos para a volta às aulas em um feriado do dia do trabalho – nós nunca íamos nos tornar irmãs de fachada. Nós sempre seríamos mais que duas mulheres adultas que se telefonam e se visitam a qualquer momento só para cumprir uma obrigação familiar.

    (Ame o que é seu, Emily Giffin.)


  30. Acredita?

    December 26, 2009 marypaixao

    Ontem ou anteontem estava na casa dos meus primos, quando chega um amigo deles muito parecido com algum dos caras de Los Hermanos.  (aka.um barbudo).Isso me fez lembrar uma carinha das antigas, que eu jurava que era afim. E não era, haha.

    Eu sou o tipo de pessoa (apesar de tentar com todas as forças não ser) que se você der um mínimo de atenção e carinho eu já me derreto toda, e fico imaginando mil e uma coisas. Além da minha insegurança e vontade de ter algum relacionamento, isso tem uma explicação lógica: é porque, por experiência própria, eu sei que os homens (a imensa maioria deles) só tratam bem uma mulher – aka. conversam por longos períodos, são curiosos a respeito da mulher, dão abraços e convidam pra passar o tempo – quando querem alguma coisa com ela. Pode ser só pra passar uma noite, uma festa, um tempo, como pode ser pra algo mais longo. Injusto, né? Um homem só trata bem (vide conceito acima) uma mulher que não ele não quer nenhum envolvimento quando a) ele quer a amiga da mulher e quer sondar pra ver se rola; b) nota que a mulher tá totalmente desarmada com ele, ou seja, não quer nada com ele. Enfim, nessa história eu me fodo. Porque eu não sou bonita o bastante (actually, not at all) pra algum cara querer ficar comigo só por causa da minha aparência e porque eu praticamente nunca pensei num cara só com “esse vai ser só amigo!” (exceto namorados de amigas, lógico). E o pior é que mesmo com o cara mais bonito que eu conheço (Duda), eu gostaria primeiro de conversar  com ele, ficar amiga dele. Isso acontece com todos os caras que eu (supostamente ou não) sou afim. Quero conversar com o cara primeiro! (Caras one-night-long me dão desespero. Depois falo sobre isso).

    Enfiiiiim…! Tudo isso pra dizer que esse tal carinha das antigas me tratava bem, mas não queria nada comigo (lógico). Mas, lógico também, eu não percebi isso – ou se percebi deixei pra lá – na época e jureeeei que estava afim do coitado. Então, como ele era do condomínio da minha prima, eu o via por um bom período, nas férias, e fiz uma coisa MUITO louca nessa época. Era janeiro, e ia ter o show de Los Hermanos (lembra do carinha que me fez lembrar da história toda?) e eu estava super empolgada! Então, acho que a adrenalina subiu muito à cabeça, porque no dia do show, eu me declarei pra ele…! E o pior de tudo, perceba como foi isso:

    Ele: “Bom show hoje!”

    Eu: “Valeu… Mas na verdade isso depende de você.” *olhar significativo*

    Ele: *chocado* Não diga isso, eu não posso  corresponder…”

    MERMÃO, meu passado SUPER me condena. Como eu arranjei toda essa coragem? Detalhe: eu tinha no máximo 15 anos nessa época. Eu era uma idiota, essa é a explicação (era?)! Como eu pude me confudir tanto? Como eu pude dizer isso? Lógico que o show foi fodástico, com ou sem ele…!!! O pior de tudo é que com isso, perdi praticamente nossa amizade. Dai-me inteligência, something bigger! Dá pra acreditar na minha escrotisse? (Não existe nome melhor pra tal comportamento!)


  31. Ganhei!

    December 24, 2009 marypaixao

    Ganhei de presente de amigo secreto de natal da minha família o livro Manual para Românticas Incorrigíveis. Haha, nada combina melhor comigo, né verdade? Eu li esse livro em uma tarde na Livraria Cultura, e morri de vontade de comprar naquele mesmo dia, porque esse é com certeza um livro de coleção! E agora eu tenho, YEY! =D Vou reler e outro dia posto algum spoiler aqui, haha :D


  32. The Darkest Fire.

    December 23, 2009 marypaixao

    the-darkets-fire

    He is the guardian of hell, more monster than man. She is the goddess of oppression, more angel than woman. Together they will enter the flames to battle a dangerous horde of demon lords — and discover a passion unlike any other….

    Don’t miss this sizzling prequel to Gena Showalter’s breathtaking new paranormal series, The Lords of the Underworld! Though they carry an eternal curse, the Lords of the Underworld are irresistibly seductive — and unimaginably powerful….

    Essa é a descrição da contracapa desse livro. “The Darkest Fire”, de Gena Showalter, é a prequel, uma introdução à série Lords of the Underworld. Mas essa descrição daí de cima não diz nada sobre o livro. Perceba mais nessa descrição do Um Livro no Chá das Cinco:

    Os Lords of the Underworld (Senhores do Submundo) são guerreiros criados pelos deuses gregos para protegê-los. Quando Zeus escolheu Pandora para guardar a Caixa onde estavam guardados demônios tão terríveis que nem mesmo o inferno os queria, alguns deles ficaram revoltados e decidiram fazer uma brincadeira: esconder a caixa e mostrar que Pandora não era qualificada para a função. Mas algo deu muito errado e a caixa se abriu e os demônios foram liberados…

    Como castigo, os deuses obrigaram os guerreiros a carregarem em si os demônios recuperados e os expulsaram do Olimpo. Ao serem unidos aos demônios, os guerreiros ficaram loucos e Maddox, atado ao demônio da Violência, matou Pandora num acesso de fúria. Até se adaptarem e conseguirem controlar seus demônios, os guerreiros espalharam o caos entre os humanos e começaram a ser caçados por uma organização secreta. Esses Caçadores (Hunters) são humanos que acreditam que todo o mal do mundo é culpa dos Lords e os perseguem numa guerra sangrenta e traiçoeira.

    Percebeu? Adicione a essa história mitológica um romance. E personagens totalmente diferentes dos que normalmente são apresentados em romances. Pronto. Taí essa série. Porque a Harlequin Books daqui do Brasil não traduz esse livro? Façam algo de útil, editoras!! Se eu entrar na Livraria Cultura eu compro esse livro na hora, juro! Dezesseis reais e cinquenta centavos (cada livro) não irão me impedir de ter pelo menos os três primeiros livros!


  33. Sorte? Destino? Acaso?

    December 22, 2009 marypaixao

    Meu irmão e a namorada já namoram há um tempo… Acho que uns três anos, mais ou menos. O segundo ou terceiro três anos, perdi a conta. O fato é que eles namoraram, separaram, namoraram outras pessoas, mas acabaram voltando um pro outro.

    Já que o cansaço extremo não me deixa contar abobrinhas sobre eles dois, vou contar apenas um fato acontecido recentemente com eles, só pra ficar de reflexão (?).

    Eles tinham saído pra lugares diferentes. Ele sem carro, ela com carro. Os dois sem comunicação. Era quinze para o meio dia. Ele estava esperando um ônibus numa parada mais ou menos perto de onde ela estava. Ela estava a mais ou menos quinhentos metros. A parada depois da que ele estava era a setecentos ou oitocentos metros. Porra, sou péssima em noção de distância, mas dá pra entender que ela estava mais ou menos no meio entre onde ele estava e a próxima parada de ônibus, né?! (!!) Enfim, ele decidiu ir andando até a próxima parada, pra ver se esbarrava com ela. Tinha a chance, né? Não custava nada tentar. E batata, eles se encontraram. Ela tinha estacionado  o carro no mesmo lado da rua em que ele estava caminhando. Ela saiu no mesmo horário que ele estava passando. E eles se encontraram. Lindo, né?

    Tá, pode dizer que eu sou uma idiota, que eu tô enfeitando muito a história (“tá, eles se encontraram por acaso, e daí?”)… É, provavelmente eu sou uma hopeless romantic mesmo, mas eu gosto de ser assim! E porque não? Eles podem ter se encontrado por pura sorte, acaso.. é, podem sim. Mas se ele ou ela tivesse esperado um pouco, ou andado muito rápido ou muito lento, ou parassem em algum lugar, eles não se encontrariam. Tá percebendo a sintonia da coisa?

    E porque não pensar que isso – seja lá o que for – é tão forte e tão bonito? Pode ser destino, pura sorte, acaso, qualquer tipo de Deus, universo, whatever. E que tal chamar isso de amor?


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    December 21, 2009 marypaixao

    every man


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    December 20, 2009 marypaixao


  36. “O antes” (II)

    December 19, 2009 marypaixao

    Depois de embolar na cama por algum tempo, acordei na manhã da segunda-feira, apesar de todos os meus instintos estarem gritando “vamos lá, julles, hoje é segunda-feira, não tem condições de sairmos de casa hoje!”. Mas infelizmente o meu senso de dever me chamava – na verdade era mais o medo de ser despedida, pois já usara muitas desculpas esfarrapadas na última semana. Escorreguei da cama e tropeguei ao banheiro. Tomei banho, escovei os dentes, escovei os cabelos, fiz uma maquiagem qualquer, coloquei a primeira roupa que vi – a que estava caindo de dentro do meu guarda-roupa -, sentei na cama pra botar os sapatos… e decidi cochilar, só dez minutinhos, pra ter mais vigor no trabalho. Acordei com sons de materiais de construção do meu mais novo vizinho. Segui, como um zumbi, pra o cubículo que eu chamo de varanda, e berrei pra o andar de baixo

    - Não se pode ter dez minutos de cochilo antes de ir pro trabalho em uma segunda-feira, é? Acabe logo com essa mudança, pelo amor de Deus!

    Meio segundo depois, uma cabeça com cabelos lisos e pretos, aparece na janela, e três segundos depois olha pra minha direção. O dono da cabeça também é dono de um par de olhos cinza, um rosto de traços fortes e uma barba por fazer, e que olhava pra mim com uma cara de total confusão.

    - Desculpe se você trabalha às onze horas da manhã e eu tive que começar meu dia cedo pra poder ter uma casa pra morar.

    Eu fiquei olhando pra ele sem entender, e uma onda de raiva me atingiu. Como aquele desconhecido poderia se dirigir assim pra mim, como se eu fosse uma desocupada? Bem que eu queria trabalhar só às onze horas, mas pegava no trabalho às oito e gostaria muito de aproveitar meus últimos minutinhos antes de pegar no batente.

    - Se eu trabalhasse só às onze horas não estaria já completamente pronta a essa hora da manhã, e não estaria doida para aproveitar os últimos momentos dos dez minutinhos que me dei pra cochilar um pouco, antes de sair.

    - E que horas você acha que são, pra falar com se fosse sete horas da manhã?, falou ele com um tom agressivo, acho que você dormiu muito mais que dez minutos, hein.

    De repente me bateu a compreensão que o sol estava mais alto do que deveria, e que já fazia um tempo que eu tinha consciência do barulho do apartamento de baixo rondando meu sono. Corri pra cozinha e quando olhei pro relógio – dez e vinte da manhã – saí em disparada. Estava mais do que atrasada e iria levar um esporro do meu chefe. Ótimo jeito de começar a semana. Peguei o primeiro táxi que vi, e cheguei no escritório dois minutos antes das onze horas. Se eu trabalhasse às onze, seria um ótimo horário. Mas como eu trabalho às oito, assim que eu saí do elevador fui recebida com um frio convite pra ir na sala do chefe, e escutei um grandessíssimo esporro. E ainda fui designada pra fazer uma coluna no jornal por uma semana, coisa que meu chefe sabia que eu odiava e exatamente por isso me indicou para a tarefa. Saí e me dirigi pra minha mesa, ligando o computador antes de guardar minhas coisas e sentar. Tendo todo o roteiro do meu dia já feito – ver e-mails (últimas novidades e promoções da Sephora!), descer pra comprar um cappuccino e uma rosquinha de chocolate, telefonar pra bater papo com Melanie (minha amiga que trabalha numa loja chiquérrima no lado oeste), Sue (outra amiga, que trabalha no vigésimo sétimo andar) e Tim (meu amigo gay de infância, que trabalha… em nada atualmente, mas já foi garçom de todos os bares da cidade), tomar um espresso da cafeteria do prédio, junto com Andrea e Carol, respectivamente editora de moda e de relacionamento das revistas, voltar pra minha mesa e ver as novidades do fórum que eu participo – tem cada dica maravilhosa de bares e spas – e comentar em algumas coisas, sair com Dea e Carol de novo, pra almoçar, voltar pro escritório e ler as revistas concorrentes (que cá pra nós, são bem melhores) e, ao final de um longo dia de trabalho, sair direto pra casa antes mesmo de bater as cinco horas.

    Na volta pra casa, paro na loja de conveniência pra comprar uma garrafa de vinho, uma pizza e chocolates, e me deparo com um par de olhos cinza que me é familiar. Parece que também sou familiar pra ele, pois ele para de procurar algo na sessão de enlatados e sorri, por acaso um sorriso lindo, com covinhas do lado.

    - Oi, de novo.

    - De novo?

    - É, nos vimos hoje de manhã, não?

    - Foi?  – Ele me é familiar, mas não consigo associar de onde.

    - No apartamento…?

    Olho pra ele com cara de peixe morto desentendido, pois não consigo me lembrar.

    - Ahn… eu sou Kim Westy, do nono andar. Se eu bem me lembro, você é minha vizinha de cima, e nós nos vimos hoje de manhã no apartamento, enquanto você gritava a plenos pulmões pra eu parar minha mudança em plena onze horas da manhã.

    Ele me oferece a mão pra apertar, enquanto um raio de reconhecimento e lembrança passa pelos meus olhos. Abro um sorriso meio sem graça e aperto a mão dele – UAU, que mão! Um aperto macio e forte ao mesmo tempo, naquelas mãos grandes… – Não deixei minha imaginação c ontinuar e foquei nele pra tentar falar algo com nexo.

    - Sim, sim, agora me lembro. Você é o cara novo do prédio, que me acordou com aquele barulho ensurdecedor. – Ele me olha com cara de desculpas sem graça enquanto falo isso, mas eu continuo. – Obrigada, cheguei apenas três horas atrasada por causa de você. Se você não tivesse fazendo aquela maldita mudança, acho que nem teria ido trabalhar hoje.

    Ele ficou meio espantado, sem saber se pedia desculpas, dizia algo do tipo “De nada, foi um prazer lhe acordar” ou algo como “Da próxima vez seja mais cuidadosa com seus horários”. Depois de uns segundos de hesitação, ele resolveu apenas sorrir de volta. Click, resposta certa! Como nós íamos pro mesmo lugar, pagamos e fomos caminhando e conversando.

    - Deixa eu ver se eu entendi. Você morava em uma casa extremamente grande, nos arredores da cidade, mas trocou com sua tia-avó, pra morar mais perto do novo trabalho?

    - Isso. Era muito ruim vir de tão longe todos os dias, então agora está bem mais prático. E ainda me deram uma semana de folga, pra eu conseguir resolver tudo. Se bem que como trouxe pouca coisa, a maioria dos móveis é da minha tia, já terminei de me mudar.

    - Ótimo, vou poder dormir tranquila hoje.

    - Verdade. Cuidado pra não perder a hora de novo.

    - Hoje só foi uma recaída de segunda-feira. Não acontece sempre.

    - Que bom. Dá medo quando a vizinha de cima sai correndo escada abaixo e deixa um sutiã caído na meio da escada.

    - Um sutião? Onde? Quando? Meu Deus, eu saí tão enloquecida assim que nem notei? Não foi o branco com bolinhas vermelhas, né? Ai, adoro aquele sutiã e se ele não servir mais?!

    Eu estava tão preocupada com um sutiã (não o fato de ele ter caído no meio do meu prédio, mas o fato de ele ter quebrado ou algo do tipo) que a vergonha pelo fato só veio segundos depois, com a gargalhada dele.

    - Não, não era branco com bolinhas vermelhas, era com bolinhas verdes. – Disse ele depois de se controlar e de eu ficar vermelha como um tomate. – Eu deixei na frente da sua porta.

    - Obrigada. – murmurei, morrendo de vergonha. – Sabe, isso não acontece com frequência, não fique pensando que eu sou uma louca varrida. – A essa altura estávamos nos dirigindo ao elevador, e eu me perguntava por quê diabos me importava com o que ele pensava de mim.

    - Tudo bem, foi uma experiência completamente nova pra mim, não tenho nenhum pensamento contra você. – disse ele, tentando conter o riso.

    Olhei pra cara dele, com cara de descrença por ele estar me zoando, sendo que ele mal me conhecia (e já tinha visto meu sutiã! mesmo eu não estando vestida com ele! e nem tendo tirado pra ele… por quê diabos estou pensando em tirar meu sutiã pra ele?!). E me deparei com o olhar divertido dele pra mim. Os olhos dele agora à noite estavam azul-marinho, e eram lindos. Ele tentava conter o sorriso, mas pequenas covinhas apareciam e ele não consegui enganar ninguém. Comecei a rir diante da situação desse nosso primeiro encontro, e ele me acompanhou. Ríamos feito loucos no elevador, e não quero nem pensar o que o Senhor Huggins estaria pensando, olhando a câmera de segurança lá da portaria.

    - Prazer, Julie Chasby, sua vizinha do andar de cima.- falei, me controlando, mas ainda sorrindo pra ele.

    - O prazer é todo meu, Julles. Kim Westy, seu vizinho de baixo. – disse ele, apertando minha mão novamente e sorrindo pra mim, até bem depois do elevador ter parado, e ele ficar segurando a porta.


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    December 18, 2009 marypaixao


  38. Dois dias seguidos!

    December 17, 2009 marypaixao

    Pois é, dois dias seguidos! Ontem e hoje encontrei ele!

    Ontem, tinha acabado de chegar no shopping, quando eu o vejo (já que ele é bem alto) e sinto meus olhos brilharem. Uma calça jeans folgada, sandálias normais, uma regata verde (pra combinar lindamente com os olhos) e usando óculos! LINDO! Lá estava ele, com a minha amiga, namorada dele, e uns familiares dela, resolvendo coisas de natal. Eu tinha trilhões de coisas pra resolver, mas joguei tudo pro alto e passei a tarde com ele. BEM melhor!

    Acompanhamos um pouco o pessoal que tentava decidir o que iria comprar, se iria comprar, pra quem iria comprar. Ele, impaciente, odiando estar no shopping, odiando compras, queria sentar e beber uma cerveja. Eu tinha acabado de chegar e queria almoçar, então ele me acompanhou no meu almoço e eu o acompanhei na cerveja dele. Eu não sou de comer rápido, mas também não sou de comer devagar, dando cinquenta mastigadas em cada garfada. Mas só quando eu acabei de almoçar notei que demorei muito mais pra comer. Não só porque eu estava conversando com ele, mas porque queria ficar o máximo de tempo possível. Ele, no meio do shopping, parecia que estava num barzinho na beira da piscina, bebendo cerveja, beliscando meu peixe e meu camarão, de pernas cruzadas. Conversamos muito, sobre tudo. O que estava acontecendo ultimamente, as pessoas que passavam, coisas antigas, antigos amigos, tudo. Já disse que adoro conversar com ele, né? Ele tem um jeito brincalhão e divertido que torna a conversa mais séria do mundo numa coisa interessantíssiima. Ele de óculos fica parecendo um cara super culto e inteligente (e o mais interessante é que ele é mesmo!), mas a roupa e os gestos desmentem tudo, haha. Ele conversa sobre as merdas dos amigos dele, a vida normal, passa por platão e filosofia, segue abrandando quando fala da namorada – mesmo quando fala que ela é louca, haha – e termina com uma ironia engraçada sobre a coisa mais futil ou qualquer coisa do tipo.

    Depois, recomeçamos a andar à procura dos presentes que a namorada quer, mas ele não se conforma por ela querer dar roupas de presente a ele. Leva-a a uma livraria e lá se tranforma: O jeito desleixado engana qualquer um, quando ele começa a pegar os songbooks. Só pode comprar um – conseguiu convencer a namorada a dar um livro pra ele, em vez da roupa -, mas não sabe qual escolher. Senta e começa a folhear os livros, saboreando cada nova descoberta, cada música que ele conhece e adora. Começa a tocar um violão imaginário e cantar as músicas. Ainda está em dúvida, continua a saborear todos os livros. A minha vontade era dar todos a ele, mas também não posso. Só de imaginar a cara de felicidade dele ao ter todos os queridos livros, me encho de uma felicidade sem tamanho. A empolgação dele diante das informações e das imagens e das músicas é linda. Parece uma criança ao ganhar um doce. Começa a contar casos e causos, e os olhos brilham. Ele sentado, eu em pé, não consigo me segurar e começo a mexer no cabelo dele, bem sutilmente. Era pra parecer só que eu tava ajeitando algo, mas tentei me controlar ao perceber que já estava fazendo carinho. Olhando de bem perto, ele é ainda mais lindo. Ele cantando em inglês é uma fofura, hihín.

    E aí a hora passa e é preciso ir embora. E hoje encontro-o de novo. Fomos eu, ele e a namorada comer sushi. Ele me pegou em casa, eu correndo porque eles chegaram cedo, haha. Já disse que eu a-do-ro homem que dirige, né? Pois é, ele dirige. Ele dirige bem. Ele dirige muito bem. Ele ao volante é sensacional. Comemos sushi sentados no tatame, numa mesinha baixinha. Sou uma castiçal por opção, admito. Adoro olhar casais. E ele cuidando dela é a coisa mais linda do mundo. Todo o amor dele é passado nas palavras de carinho, de preocupação. Ele sempre alcançando a mão dela, sempre beijando e acariciando. É lindo. Não sei como ela ainda consegue resistir – nem que seja por alguns momentos – às tentativas dele de carinho. (Talvez seja exatamente por isso que ele está com ela).

    E quanto a mim, me contento com o sorriso dele. Adoro relembrar alguma coisa que o faça sorrir, e contar a versão dele da história. Obrigada pelos momentos lindos, você.

    Os olhos já não podem ver
    Coisas que só o coração pode entender
    Fundamental é mesmo o amor


  39. conto #1

    December 16, 2009 marypaixao

    parental-advisory

    Silêncio Retumbante

    Era um dia morno de primavera, quando eles se encontraram pela primeira vez. Não era a primeira vez que os dois se olhavam, mas era a primeira vez que se tocavam. Ela estava na biblioteca, lendo um livro numa das últimas mesas, quando ele chegou. Eles nunca haviam se falado, mas sabiam que um estava à espera do outro. Fazia duas semanas que se encontravam ali, no silêncio. Ela, que normalmente chegava primeiro, em uma mesa encostada na parede; Ele, que tinha alguns minutos a mais de aula, sentava-se sempre na mesa da frente, na cadeira de frente a ela. Ambos sabiam que chegaria o dia que a distância não existiria mais, mas estavam esperando pelo consentimento comum. No começo, algo disse a eles para ter paciência, e aprender com o silêncio, e esse mesmo algo diria a eles quando o limite chegasse.

    E chegou.

    Assim que ele se sentou, os dois se olharam e entenderam. Hoje era o dia. Continuaram se olhando fervorosamente, já ansiando o que o futuro breve havia guardado para eles com tanto cuidado. Levantaram-se no mesmo instante, seguiram para porta em passos lentos, porém ansiosos. Algo os levava para o mesmo lugar, mesmo sem saberem como. Quando se deram conta, estavam no terraço de um dos prédios adjacentes. Situado à direita e escondido entre dois outros prédios maiores, o bloco C era um prédio de quatro andares e um terraço em cima, quase sem visitantes.

    O sol de fim de tarde era aconchegante. Ventava bastante e ao redor havia nuvens, os outros blocos meio longe, e um gramado extenso e verde. Eles na verdade mal olhavam ao redor. Só tinha olhos pros olhos do outro. O desejo que sentiam crescia cada vez mais. Parecia que aquela força somente imaginada nos olhares cada vez menos contidos crescia a cada instante. Eles abriram a boca no mesmo instante pra falar algo, talvez tentar explicar tudo aquilo que estava acontecendo, mas percebendo a intenção um do outro, calaram-se e sorriram. Tudo o que eles precisavam saber eles já sabiam.

    E então começou. Eles estavam próximos, mas deram um passo à frente pra ficarem mais perto. Estavam ao alcance do toque, mas ainda era longe. Deram mais um passo e os corpos agora se tocavam. Ele sentiu o mamilo dela enrijecer ante ao toque simples dos corpos, e sua ereção cresceu. Ela sentiu ele estremecer um pouco, e sentiu a dor latejante do seu desejo. Continuavam se olhando. Ela, um pouco mais baixa que ele, sentiu o cheiro dele e o desejo cresceu de tal forma que era quase impossível contê-lo. Ele, do alto da cabeça dela, sentiu toda a fragrância de lavanda dela e tremeu de excitação.

    Ela se empertigou um pouco para cima, de modo a chegar na boca dele. Ele terminou o trabalho, e suavemente pousou seus lábios no dela. Com uma fome que não conhecia até então, segurou-lhe a nuca e a cintura, enquanto ela passava os braços pelo pescoço dele. Aquele beijo, suave só no primeiro segundo, desenrolava todo o extenso desejo dos dois. Mordendo o lábio dele, ela repassou a dor do desejo de sentir mais – muito mais – a ereção dele que lhe apertava. Os dois não conseguiam mais parar. Lentamente, deitaram-se, ele em cima dela, nunca se desgrudando. Ela sentia o corpo dele latejar ardentemente, e sentia também a reciprocidade do seu próprio corpo. Num ritmo suave, começaram a se movimentar, ainda de roupas. Ela só queria mais, ele só queria mais, nada seria o bastante. Descendo da boca para o pescoço dela, ele beijou todos os centímetros dela. Desceu mais para o colo dela, lambendo o alto dos seios, enquanto ela acariciava-lhe os cabelos. Parou um momento para exibir uma lenta dança de desabotoar os botões da blusa dela. Cada segundo era arrasador, cada vez mais cheio de desejo. Tirou-lhe o sutiã após a blusa, e passou a rodear os mamilos dela. Estes, já duros de tesão, pareciam implorar por ele. Aproveitando cada momento, passou a língua ao redor do mamilo, e quando o abocanhou, ela gemeu alto. Ah, como era bom. Ele saboreou um após o outro, e ela se contorcia de vontade. Ele tirou a própria camisa, enquanto voltava para a boca dela, e ela passeava pelo seu tórax com as mãos ávidas. Ele se encaminhou mais pra baixo, enquanto massageava os seios macios dela, e quando chegou no cós da calça dela, suspirou de prazer ao sentir o que esperava por ele. Ela também suspirou, e tirou as próprias calças enquanto ele se despia também. Ao vê-la só com a calcinha pequena e rendada, ele quase urrou de prazer. Ela também não sentia menos desejo ao ver toda aquela ereção dele. Ele suavemente tirou-lhe a calcinha com a boca, e por pouco não perdeu o controle diante do cheiro, da visão, do desejo, do tesão que ela lhe proporcionava. Ela também tirou-lhe a cueca com a boca, e sentiu mais pontadas de desejo por aquele pênis que aparecia duro e ereto na frente dela. Colocando-se em cima dela pra sentir o seu corpo nu e macio, retomou sua boca e carícias no corpo com a mão. Ela prontamente atendeu às carícias, massageando as costas dele. Momentos depois os dois se dirigiam, sedentos, aos seus genitais. Ele, virando-se para a gruta dela, começou a massageá-la com os dedos. Frente ao desejo com o primeiro toque dele, pegou-lhe o membro dele para massageá-lo também. Os dois contraíam-se de desejo febril, que mostravam nos toques e carícias. Ele adentrava um dedo nela, enquanto massageava-lhe o clítoris com outro, e ela ia à loucura. Levando-o à loucura também, ela movimentava com destreza para cima e para baixo a mão em seu membro, enquanto acariciava suas bolas com a outra mão. Os dois começaram a utilizar a boca no mesmo momento, levando-os a uma loucura sem igual. Ele enfiava a língua nela e chupava-lhe o grelinho, enquanto ela engolia todo o pau dele e lambia-lhe as bolas. Estavam loucos de tesão, quando sentiram as ondas de prazer vindo, e jorrando nas bocas deles.

    Descansaram ao beijos por alguns minutos, e logo depois já estavam se tocando cheios de desejo novamente. Ele encaixou os quadris nela e forçou um pouco a entrada da cabeça do seu pênis contra ela. Ao sentir a maciez da sua carne e ouvir seu gemido de puro êxtase, estocou nela, já perdendo o controle. Começou o movimento de vai-e-vem dentro dela, já numa velocidade rápida, e enlouquecia de prazer a cada estocada, a cada grito de prazer dela, a cada toque do seu corpo contra o dela. Ela já estava sentindo mais e mais ondas de prazer intenso, quando ele gozou, estremecendo de prazer também.

    Tombou ao lado dela, ambos ofegantes, ambos silenciosos, sem precisar da confirmação de que eles atingiram o mesmo ápice de prazer, contando um com o outro.


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    December 15, 2009 marypaixao


  41. “O antes.” (I)

    December 14, 2009 marypaixao

    Dia de domingo sempre me bate essa preguiça. Tenho preguiça de trocar de roupa pra ir na banca de revista, porque eu não posso simplesmente sair pela rua com a minha calça folgada preferida pra ficar em casa e a blusa do melhor pijama de algodão que eu já encontrei na vida; tenho preguiça de tomar banho e lavar o cabelo, já que se eu lavar o cabelo terei que escová-lo e isso vai me deixar com uma dor tremenda no braço por uns quinze minutos e nem vai ficar tão bom assim; tenho preguiça até de ligar pedindo a pizza de frango com catupiry da pizzaria a três quadras daqui, porque aquele atendente parece surdo e nunca entende que eu não quero milho verde e ervilha. Ou seja, dia de domingo é sempre eu embolada no edredom, comendo três barras de chocolate, sorvete e quem sabe uma lasanha de três queijos que estava no congelador há três meses (pra combinar com os queijos) (isso se for um dia de sorte pra minha fome). Completo meu dia com sessões de episódios de “Friends” ou “How I Met Your Mother” (se eu estiver de bom humor – ou seja, se nenhum carinha tiver me dado o fora no último mês) ou de “Dexter” e “CSI: Miami” (se eu estiver de mau humor – ou seja, se um dos carinhas mais ou menos que eu ando encontrando por aí ultimamente tiver me dado o cano).

    Se bem que atualmente nem preciso me preocupar com meu mau humor. A situação anda tão crítica que faz pelo menos onze semanas que eu não acho ninguém pelo menos pegável. Os ótimos são peças cada vez mais raras no mundo, os interessantes estão ficando escassos, e os pegáveis estão saindo de linha; só sobra uns idiotas aqui e acolá, e ainda assim com cerca de 4 urubus com saias que mais parecem cintos, saltos dez e vinte e três quilos de maquiagem – que se somam aos trinta e dois do resto do corpo – e com a ajuda de um par de peitos e um clítoris, o conjunto forma uma mulher. Não aguento mais sair pra bares e festas e ver essas creuzas pegando mais homens que eu. Acho que pessoas querendo relacionamentos – podem não ser sérios, de casar, mas pelo menos algo um pouco mais durável que uma noite – estão fora de moda. Bom pra essas piriguetes, azar pra mim, que não tenho muita sorte com essas coisas de oi-tudo bem-adeus.

    O que me irrita mais é que eu não sou de se jogar fora. Não sou nenhuma beleza exótica, mas dá pra me olhar sem morrer de susto, mesmo eu estando sem maquiagem. Ok, então vamos às apresentações. Meu nome é Julie, mas pode me chamar de Jules. Tenho vinte e dois anos (na flor da idade) e trabalho numa editora de uma série de um jornal e sete revistas. Sou responsável pelo editoral de três das sete revistas, e às vezes faço algo freelance no jornal (mas não gosto muito, o pessoal de lá é de uma falta de humor palpável). Nas quintas e sextas sempre tem o velho happy hour com os velhos colegas de trabalho no velho pub a uma quadra do escritório. Sempre pedindo as mesmas coisas (um martini pra começar, seguido de dois chopps com batata frita, e se a noite durar mais que o previsto, um carimbó e uma marguerita pra fechar a noite). Essa é a rotina dos meus um metro e sessenta e sete, num manequim número quarenta, com cabelos longos castanhos-mofados (sabe aquela cor que você olha e percebe no mesmo instante que precisa urgentemente de uma corzinha a mais? taí!).

    Amanhã é mais um dia de trabalho, mas não quero pensar nisso. São quatro horas da tarde e termina o último episódio da quarta temporada de Friends (estou de bom humor graças à falta de qualquer coisa boa). Não tenho mais o que assistir, então me enrolo no edredom ainda mais e tento dormir, mas me assusto com o chiado interminável do meu telefone tocando. Deixo tocar umas cinco vezes, mas a pessoa é persistente. No oitavo toque a secretária eletrônica finalmente atende, e como eu previa, a voz da minha mãe retumba em todos os oitenta metros quadrados do meu mini apartamento.

    - Vamos lá, Julie Chasby, eu sei que você está aí, provavelmente um zumbi demais pra tentar se mover da cama. Atenda logo esse telefone, você sabe que tenho abuso de falar com secretárias eletrônicas, nunca sei o que falar.Eu só quero lhe alertar sobre o mais novo hobby do seu pai.

    Imaginando o quanto ela falaria se soubesse o que falar com a secretária, enquanto me encaminho pesadamente para o telefone.

    - Mamãe, já que a senhora sabe que eu não vou atender e que a senhora não gosta da secretária eletrônica, não ligue.

    - Mas você atendeu, não atendeu? Eu sabia que você não iria me deixar na mão.

    Tentando não explicar rudemente que só atendi pra dizer que não podia falar pois minha cama tem um assunto muito importante a tratar comigo, escuto sem prestar atenção toda a ladainha dos meus pais, que acontece pelo menos de quatro em quatro horas.

    - Você acredita que seu pai me deixou sozinha em casa durante horas por causa de um jogo de cartas, Julles? Pois é, esse é o novo hobby dele. Ele se cansou do gamão e agora só quer saber de cartas.

    Ouço meu pai gritar “Quem diabos joga gamão? Aquilo é jogo de maricas!” ao fundo. Sete dias atrás gamão era “jogo pra quem pode”. Acho que meu pai é bipolar. Minha mãe já desandou a falar novamente, sem ao menos parar pra respirar

    - … e aí ele me chega em casa às nove horas da noite, com um cheiro terrível de charutos de não sei da onde…

    Ouço de novo meu pai reclamar que falou mil vezes que os charutos são cubanos, e que minha mãe devia prestar mais atenção ao que ele fala.

    - … e não tem um pingo de vergonha na cara, porque nem ao menos ligou pra dizer que não vinha jantar na hora certa, e eu fiquei feito uma pomba esperando que ele chegasse, com as panelas todas abertas, praticamente estragando a comida…

    Recuei antes que eu perdesse minha paciência e meu domingo, tentando me safar de uma só vez.

    - Mamãe, tenho que desligar, minha comida chegou, me ligue depois, quem sabe próxima semana, tchau.

    Desliguei num pulo, imaginando o alvoroço e a cara de espanto que os dois sempre fazem quando eu faço isso pra me livrar. Lógico que não tinha chegado comida nenhuma, então me arrastei novamente pra minha amada cama, e tentei dormir, ou pelo menos cochilar. Acordei meio grogue uma hora e meia depois, com a sirene de um caminhão de mudança. Maldito seja! Fui na janela pronta pra mandar os carregadores pararem de perturbar uma pobre dama no seu sono de beleza, aos berros, mas nem os meus gritos conseguem chegar aos homens lá embaixo por causa da maldita sirene. Veja bem, moro no décimo andar, mas todo mundo me ouve quando grito por algo de lá de baixo.

    Tento me acalmar pegando o meu pote de sorvete esquecido no congelador, uma colher com uma carinha divertida na ponta e fico assistindo à mudança. Minutos depois, percebo que a mudança está ocorrendo no apartamento embaixo do meu. Dá pra ouvir todos os barulhos de móveis contra o piso e pragas dos carregadores por ter que subir ‘aquele tanto de coisa pra esse andar tão longe’. Bando de preguiçosos. Batendo uma curiosidade, vinda da falta do que fazer, interfono pra portaria e pergunto ao Senhor Huggins, o porteiro ranzinza, quem vai ser meu vizinho de chão/teto.

    - É um tal de Kim Westy. Parece que a antiga moradora, a Senhora Edwards, era tia-avó do coitado e deu de presente seu lindo apartamento pro sobrinho-neto recém empregado em algum lugar perto daqui.

    Me peguei perguntando mais informações sobre o tal Kim Westy, e parece que ele conseguiu uma vaga num consultório veterinário a três quadras daqui do prédio. O senhor Huggins estava de mau humor, então só me disse isso e desligou o interfone na minha cara, depois de dizer algo como “deixe de preguiça e venha ajudar a mudança também, e aí aproveita e pergunta ao próprio novo morador, já que tem tanta curiosidade”.

    Relevei o sarcasmo, acabei de tomar meu sorvete na cama, liguei a tv num filme qualquer e dormi dez minutos depois. Rá, como se eu não tivesse coisas mais importantes a me preocupar, como minha falta de vontade de ir ao trabalho amanhã de manhã. Com esse pensamento dormi, pensando em alguma desculpa pra não ir trabalhar amanhã, e imaginando levemente o mais novo morador do meu prédio.

    (Acho que é a terceira vez que escrevo um primeiro capítulo pra um talvez-futuro-livro, haha. Quem sabe dessa vez não sai? SUPER aceito comentários com críticas/sugestões/avaliações/reclamações! :})


  42. Cachinhos.

    December 13, 2009 marypaixao

    Lá estou eu, comendo sushi com minha prima, o namorado dela e alguns amigos deles, quando ele entra no restaurante. Mal dá pra ver a porta de onde eu estou sentada, mas eu consegui reparar um pouco nele quando entrou. Sorte a minha que ele é amigo de B., namorado da minha prima, então dá pra eu dar uma boooa olhada nele.

    E eu olho e percebo muito: cara de nerd, haha. Ponto positivo! A informação da minha prima que ele toca piano reflete essa suposição de vida nerd dele; cabelos mais ou menos grandes e cacheados. Sim, o cabelo dele é grandinho, tipo até o ombro, e é encaracolado. Os cachinhos mais lindos dessa vida. Caindo sobre a testa dele, sem atrapalhar muito os olhos, que por acaso são castanhos e um pouco escondidos pelos óculos; uma boca linda. Nooooooooossa, a boca dele é linda demais. E lógico, um sorriso lindo também acompanha. Quando ele sorri duas covinhas pequeninas aparecem do lado, e ele tem um sorriso torto que é um charme. Nossa, é lindo o sorriso dele. Dios mio, perfeito. É lindo. Lindo. Lindo. AAAAAAAAAH, morri. Sorrisos sempre me fascinam, e o dele então… Nossa, é muito lindo. Argh, é lindo demais!!! (próximo ponto pra eu não desmaiar de fascínio).; braços de não-nerd. Pois é, ele tem cara de nerd, mas não tem corpo de nerd. Os braços dele não são finos, e nem é aquela coisa musculosa, mas é do tipo que dá vontade de pegar e de ser abraçada por eles. Eu diria que ele é no ponto! XD Ele não parece ter músculos e etc, mas não é magricela. Nossa, as costas dele pareciam ser uma delícia….. OMG, lindo! As pernas, quadris e bunda (úúú) pareciam OK (calça jeans engana). Mas sinceramente, percebeu o fascínio na parte do sorriso? Gente, aquilo não existe. Quer dizer, existe, e eu só conheci hoje!!!! Que desperdício!! O que diabos eu estava olhando esse tempo todo?

    Quando estávamos no restaurante, nem deu pra conversarmos (não vou dizer muito porque não conversamos muito, mas conversamos o contexto em que estávamos) direito. Mas depois do restaurante fomos pra casa de um amigo de B..

    Pausa para grande fascínio: ELE.TEM.UM.CARRO. ELE.DIRIGE. Ai. meu. deos. Ele dirige. Simples assim. Ok, é fato consumado que eu acho liiiiiiiiiiiiiindo homem dirigindo. É como se o homem mostrasse todo o seu poder, masculinidade e controle em uma só ação. Perfeito.

    Ok, voltando. Já na casa do amigo de B., o ponto alto foi que havia um dominó, e nós jogamos juntos. Jogamos normal, com mais duas pessoas, e jogamos sozinhos (onde ele perdeu de perfect a primeira rodada e virou o jogo na segunda). Nem gostei de ficar de frente pra ele, olhando o sorriso perfeito dele. Own, como era lindo quando ele sorria e eu via as covinhas lindas. OMG, muito lindo…!

    Eu sinceramente espero que nos encontremos outro dia. De preferência muito breve. Mas claro, já adicionei no orkut. (Sempre lembrar de manter o clima ameno nas conversas, e não agir como se precisasse urgentemente fazer um interrogatório completo sobre ele). Quero sair mais com B. e minha prima (haha, castiçal por opção)!! Mas só se ele tiver no grupo de saída, hoho 8). Ain, como deve ser ótimo conversar horas com ele. Quero muito.

    Cadê a característica infalível de Recife – ovo de codorna – sempre quando mais precisamos dela??


  43. Odeio o cadeado do orkut.

    December 12, 2009 marypaixao

    O orkut é uma ótima forma de comunicação e informação, huhu. Adoro perseguir uma informação pelo orkut. O meu atual vício é a procura de fotos dele com os amigos. Encontro cada coisa linda, cada coisa engraçada, cada pérola maravilhosa!! (Já que não posso olhar as fotos dele mesmo, porque o orkut também é mal e botou um tal de cadeado ¬¬).

    Enfim, agorinha estava fazendo exatamente isso. Procurando ele nos amigos dele. É bom porque assim… As pessoas tendem a botar fotos focadas nelas mesmas. E normalmente não tem muitas fotos de uma forma engraçada, ou de surpresa. E as pessoas tem diferentes formas de olhar pra mesma foto, então quando você vê fotos, até as mesmas fotos, em orkuts diferentes, então você acaba tendo diferentes visões. E isso é maravilhoso quando se procura fatos!!

    Por exemplo, eu nunca tinha visto uma foto do carnaval desse ano que está ele, um amigo e a irmã dele. Na verdade não sei porque ele não botou essa foto no orkut dele, porque está linda! Por causa do orkut do amigo dele eu pude ver essa lindeza, entende o meu ponto de vista? XD Tem outras várias fotos dessa época do carnaval desse ano, que eu já tinha visto no orkut dele, mas que não me lembrava de certos detalhes. Tem uma que ele tá sentado numa cadeira de praia, de pernas cruzadas, com a toalha do Bob Esponja e com a maior cara de é-carnaval-e-eu-só-quero-aproveitar!

    Por falar na toalha dele, ontem comprei um panettone do Bob Esponja, só pra lembrar dele. Eu não gosto de panettone, mas as quatro faces da caixinha do panettone tem o Bob Esponja em várias caras! E me fez lembrar taaaaaaaaaanto ele, own! *-* Tem uma que o Bob Esponja tá toooodo sorridente, e isso me lembra que o sorriso dele é tããão liiiiiiiiiindo! aiusahsiuasha ok, parei a babação. Mas eu virei fã do Bob Esponja por causa dele! Eu já falei pra D. que a fantasia de carnaval dela vai ser ir pra Olinda com uma toalha ou um robe do Bob Esponja com um lacinho na cabeça, pra fazer parzinho com a toalha dele *¬*! Não esqueça, D.! É nosso pacto! (Tô me guardando pra quando o carnaval chegar ♫)

    Outra foto liiiiiiiinda dele é ele com os amigos em uma piscina. Ele está só com os olhos na superfície, bem sério. O amigo dele, dono do orkut que eu tava vendo, colocou como legenda da foto akuma – o malvado. Aí nos comentários as amigas dele colocaram “akuma é um doce!” OWN! Imagina? Acredito totalmente nelas! Será que um dia ele vai ser doce comigo também? *sonha* *-*

    Sabe, eu odeio carnaval. É uma multidão, um descaramento, uma embriaguez, um calor, uma mundiça, uma loucura, um suor, uma gritaria…! O-DEI-O! Mas fui pro carnaval desse ano e o vi lá. E fiquei na frente da casa dele em Olinda. E o vi apenas com uma toalha do Bob Esponja, cobrindo da cintura pra baixo. E depois, no Recife Antigo, eu o vi de novo, com uma regata cinza que deos mio, era puro tesão! Como eu posso evitar o carnaval agora? Então, eu também tô me guardando pra quando carnaval chegar ♫! Não posso me contentar só com fotos, depois que tudo passa, né?

    Se alguém souber como tirar aquele MALDITO cadeado do orkut, pra eu poder ver todas as fotos lindas dele, por favor me avise. (Fácil, adiciona ele! haha, bem que eu queria!). Quero ter mais amigos em comum com ele! Quero conversar com ele!! Quero tê-lo no orkut (opa, não só no orkut :x x HOHO)! Quase mandei um teaser do orkut pra ele hoje IUSHAUISAHI Mas os teasers do orkut são muuuito toscos, e eu não sei bem como funciona! Mas um dia eu arranjo alguma forma de falar com ele, never give up!! Enquanto isso, eu babo nas fotos dos amigos 8D!


  44. E pela minha lei…

    December 11, 2009 marypaixao

    E por falar em amores platônicos, eu ainda conservo o meu primeiro. Meu primeiro e único, pra falar a verdade. Nunca gostei tanto de outra pessoa como gostei dele. Era sempre impossível de comparar. É impossível de comparar. Nunca amei ninguém além dele, com tanta intensidade como o amei. Como o amo. Hoje em dia parece que amadureceu. Eu fico feliz pela felicidade dele com outra pessoa (que eu também gosto muito, aliás), e eu acho que amor é isso aí. Eu nunca namorei com ele (quem me dera!), mas sabe aquelas garotas que namoram um cara, e quando o namoro acaba ela simplesmente desenvolve (ou finge desenvolver) um ódio terrível pelo ex namorado? Pois é, eu acho isso terrível (pra não dizer ridículo) e acho completamente insano, impossível de entender. Ou você ama ou não. Se você ama, você continua amando. Ou pelo menos sentindo afeição, ternura, sentimentos BONS, sabe? E não ódio. Só em sequer pensar em sentir algo parecido com isso em relação a ele, me vem à cabeça 10 coisas que eu odeio em você: “Odeio o fato de não conseguir te odiar, nem um pouco, nem por um segundo, nem mesmo só por te odiar.

    Pois bem, eu o conheci no colégio. No começo, ele não estudava na mesma sala que eu, então eu só o olhava de longe. Ele sempre tinha esse amigo junto dele, e eles dois eram fofinhos na época, hihín. Depois de uns dois anos, ele começou a estudar na mesma sala que eu. Eu não lembro como aconteceu de realmente nos conhecermos e o que nos falamos, mas tenho o pressentimento que eu gostei dele desde daquele momento. Eu lembro de um momento em particular, nesse mesmo primeiro ano de convivência, onde nós estávamos conversando sobre alguma coisa nele (o novo aparelho nos dentes dele, creio), e quando ele mostrou, eu demorei mais do que o normal pra tirar os olhos dele. Eu queria guardar aqueles olhos verdes nas minhas lembranças, trancar bem fundo pra eu lembrar sempre que eu pudesse. Nessa época teve um acontecimento lindo, que até hoje eu me encho de saudade e ternura só de lembrar. Nós tínhamos uma professora que queria testar conosco um sistema de duplas nas aulas. Era uma conversa generalizada, mas ficamos assim por um tempo. Mas não podíamos escolher as duplas, a professora escolhia. Nessa época eu andava sempre com K. e ele tinha um outro grande amigo, G. (o primeiro amigo, era A., mas ele não ficou na mesma turma). Então, por alguma obra do destino, eu fiz dupla com G. e K. fez dupla com ele. Fiquei frustrada (haha), era pra ter sido eeeu a ser a dupla dele! Como ia ser perfeito! Mas desse jeito também era bom. G. era um cara bem legal também (e era uma gracinha também, com seu cabelo loiro sempre caindo no olho e seus olhos azuis travessos – mas eu já tinha minha preferência!) e ficamos bem amigos. E era sempre ótimo, pois como eu queria conversar com K. e G. queria conversar com ele, ou ficávamos juntos, os quatro, ou tentávamos trocar (a professora sempre ajeitava =~). E era sempre muito bom ter um assunto a conversar com ele.

    Ele quase nunca era a simpatia em pessoa. Era imaturo demais e adorava uma zona. E eu (naquela época) era certinha demais. Ingênua demais. Qualquer coisa que ele me pedia eu fazia. Na verdade até hoje faço, mas consegui impor alguns limites. Mas enfim, passamos mais um ano na mesma sala. Nesse ano, havia um professor que escolhia os lugares de todos os alunos. Eu era cdf naquela época, e gostava de sentar na frente. E como ele gostava de fazer algazarra no fundão, o professor botou ele do meu lado, lá na frente. Haha, nem gostei! E neem aproveitei, huhu! Conversávamos mais agora, e eu adorava. Me sentia praticamente a melhor amiga! Adorava porque ele não conversava tanto assim com outras meninas, e me sentia super importante. Na verdade ele não dava a mínima pra mim. Minhas amigas viviam me dizendo isso, mas eu nem me importava. Ele podia me usar e abusar, que eu não estava nem aí, e sempre voltava pro lado dele.

    Pra falar a verdade, apesar de tudo, ele era um amigo muito bom. Eu adorava todos os momentos com ele. Adorava ir na casa dele, adorava ficar até tarde no colégio pra ficar conversando com ele, adorava rir das coisas dele, adorava o jeito engraçado dele, adorava o sorriso dele, os olhos dele, ele.

    Na verdade, adoro. Amo.

    Teve uma época que ele não falava mais comigo. Acho que durou um ano. Não lembro muito dessa época. Lembro que ele tinha descoberto que eu gostava dele. Gostava, gostava meesmo, no duro. Acho que ele ficou sem reação. Não sabia mais como conversar comigo. Lembro de alguém falando disso comigo, mas não lembro de nada. Se eu não me engano foi nessa época que eu comecei a achar que gostava de outro amigo meu (mas isso é outra história).

    Mas depois de um tempo, voltamos a nos falar. Primeiro só às vezes, normalmente ele tirando onda comigo de alguma coisa. O nosso último ano no colégio foi o ápice. Nós estudávamos ainda na mesma sala, e fazíamos cursinhos juntos. Eu adorava. Nossa, que saudade daquele tempo. Eu tinha com ele aulas no colégio todos os dias, e fazia dois cursinhos com ele. E tinha um terceiro cursinho, mas fazíamos matérias diferentes, e quase nunca nos encontrávamos. Mas o tempo nos cursinhos era ótimo. Terças e sextas-feiras. A terça era o melhor dia. Fazíamos cursinho de inglês juntos, e como era só eu e ele lá da sala, ele passava o tempo todo ‘pra mim’. Ele não tinha muita paciência, e me pedia ajuda, e eu me aproveitava, e adorava toda aquela atenção (mesmo que tenha sido pra conseguir algo). No fim das aulas, ele me deixava na parada. Nas sextas-feiras tinha outros amigos da gente no cursinho, então a atenção dele não ficava só pra mim… Mas eu me esforçava pra sempre sentar junto dele, haha. Adorava, porque as cadeiras eram bem juntas, então eu nem precisava de desculpa pra tocar nele. O meu passatempo nas aulas era brincar com a mão dele, só pra conseguir imaginar melhor como seria a mão dele segurando a minha. Ai, ai.

    Teve até uma vez linda, que ele me chamou pra ir em algum lugar com ele, e segurou minha mão por… dois segundos, só pra me levar junto. Depois soltou, embarassado, dizendo “Oxi, solta minha mão!” Fiquei fascinada, ante ao toque dele e porque foi ele que pegou na minha mão. Haha, sou besta sim! Uma vez, não no nosso último ano, antes dele descobrir que eu gostava dele, ele me chamou pra ir pro dentista com ele. Como nessa época eu ainda não andava de ônibus, estava esperando meu pai, não fui. Até hoje penso que se por acaso algo poderia ter acontecido entre a gente, poderia ter acontecido nesse dia. Penso nesse dia como uma oportunidade muito perdida, porque só depois eu fui me tocar que ELE tinha ME chamado pra acompanhar ele. Não chamou mais ninguém. Ele queria a MINHA companhia. Tá, talvez tenha sido porque só tinha eu por perto, mas mesmo assim, né! Hihín!

    Hoje em dia a gente ainda tem contato, ele namora uma grande amiga minha (que eu sempre soube que iria ser namorada dele). Ele ainda continua sendo meu amor, meu amigo. Hoje mesmo a gente se encontrou. Ele me pedindo ajuda numa prova de inglês. Ainda hoje ando fazendo coisas por ele. Mudei meu horário da prova só por ele. Não consigo resistir àqueles olhos verdes. Na verdade nem quero resistir. Amo conversar com ele, amo ver a preocupação dele com a minha amiga, sua namorada, amo ouvir ele contar sobre as coisas engraçadas da vida dele, amo quando ele me olha com aqueles olhos verdes. Amo olhá-lo. Amo rir com ele. Amo brincar com ele, conversar com ele, falar com ele. Eu o amo. Do fundo do meu coração. Hoje mesmo, tirei uma casquinha, haha. Como ele estava sentado quando nos despedimos, encostei minha mão no seu rosto e beijei sua bochecha. Uma sensação maravilhosa. Vou guardar isso sempre.

    Um dia, ele me perguntou por quê eu fazia curso de Letras na faculdade. Eu o respondi que queria ser professora de inglês no Japão. E então, ele disse “Que louca! Então a gente se encontra lá no Japão, porque eu também vou pra lá, montar robôs e ficar rico.” Sinceramente, com toda minha alma, espero que isso seja verdade. Fico no aguardo, futuro.

    … a gente era obrigado a ser feliz.”


  45. Life is Good.

    December 10, 2009 marypaixao

    Eu adoro amores platônicos. Já tive muitos, tenho muitos e continuarei nessa linha. O caso de hoje é exatamente um amor platônico. E daqueles que a pessoa (EU!) é completamente fascinada por ele. Que só de vê-lo já acende uma explosão de adrenalina, tentando achar meios de continuar vendo e falar e tocar… Ai que louca! Pior é a vontade de vê-lo. Porque a vontade é tanta, que só de existir a ínfima possibilidade de vê-lo, já vem um calafrio, seguido da abertura de um sorriso de orelha a orelha. Pra demonstrar isso vou contar a história mais atual da “loucura de vê-lo”: ontem!

    Ontem encontrei minha amiga D. pra almoçarmos juntas. Ela estava com três amigas, fazendo compras! (adorei)!  Nos encontramos no shopping, onde ele trabalha! Tudo premeditado por mim, lógico! Quem manda ele trabalhar num local tão útil e de fácil acesso? Assim que eu entrei no shopping todos os meus sentidos se aguçaram pra encontrá-lo (loucura um). A primeira coisa que eu ia fazer era ir exatamente na loja dele, olhá-lo pela primeira vez. Mas minha amiga me desviou do caminho, pois ela estava em uma posição oposta. Encontrei com ela e fomos almoçar, mas aí passamos pela loja dele e…. ele não estava lá. Isso é uma coisa bem normal comigo. Eu visito o shopping pelo menos uma vez a cada quinze dias (é meio longe de casa =~) mas eu quase nunca o vejo – pelo menos não se eu estiver sozinha. Continuando, continuamos nosso caminho para a praça de alimentação, almoçar. Estávamos paradas numa curvinha, olhando sabe-se lá o que, quando minha amiga aperta minha mão. É ELE! Ele!!! Ao me virar pra olhá-lo de frente, sinto todo o meu corpo sendo puxado, haha. É praticamente um ímã. Sinto meus olhos brilharem freneticamente. Juro. Já não tenho mais fôlego.

    Eu não sei realmente pra onde olhar. Ele é lindo. Ele é charmoso. Ele tem uma presença incrível. Ele tem um corpo incrível. Ele anda macio, como se não tivesse nada que pudesse abalá-lo. Confiante até dizer basta. Ele está sério, olhando pra frente. Nunca foi dirigido pra mim e eu nunca vi pessoalmente, só em fotos e em histórias, mas eu sei que o sorriso dele não tem nada daquela seriedade. É um sorriso largo e convidativo. E os olhos acompanham o sorriso, se fechando um pouco. Por falar em olhos, ele está de óculos. E a minha queda – na verdade abismo – por ele aumenta ainda mais por causa disso. Homens de óculos são charmosos, e ele então… UAU! Ele passa rápido, e eu não sou muito boa pra me deter nos detalhes, mas o óculos dele era de aro fininho, prateado, e ele estava com a camisa vermelha de botão na frente da LG, calça (jeans? acho que era, jeans escuro) e tênis preto, creio. Não lembro, na verdade.

    Mas enfim, ele passou e eu pude me movimentar novamente, haha. Ele é alto e não esboçou nenhuma reação, então não sei se ele me viu. Mas quando ele passou, minha amiga contou pras garotas a história da minha obsessão, haha. E aí passou. Fomos almoçar, andamos, as meninas compraram coisas ou provaram ou procuraram… Quando a gente estava pra passar de novo na loja dele, antes da gente chegar lá, ele passa pela gente novamente.

    Dessa vez sou eu que o vejo primeiro e aviso à minha amiga D. E ela, como eu, também para tudo para olhá-lo (lógico). Ele passa, novamente sério, novamente lindo, novamente charmoso, novamente gostoso. Novamente um ímã. E dessa vez, como se só pra demonstrar o quanto ele é lindo e charmoso e convidativo, ele tira o óculos (pra limpá-lo). Haha, e daí, né? Mas pra mim, só o gesto foi totalmente… sensual. (haha). E depois de eu falar todas as qualidades dele pras meninas, N. diz a frase que simplifica tudo: “meu deus, ela é louca por ele, né?”

    Sou mesmo!

    Mas sabe, não sei o que eu faria se ele viesse falar comigo. Na verdade eu vivo falando de amor platônico, mas não consigo de jeito nenhum imaginar ele ficando comigo, ou menos que isso, flertando comigo. Lógico, consigo imaginar totalmente que ele provavelmente tem uma pegada de deixar qualquer uma sem noção da vida, mas não consigo imaginar isso comigo. Eu prefiro imaginar nós dois conversando. Nossa, como eu queria conversar com ele….! Um dia eu consigo! Toda a minha vida de stalker (haha) se resume a conseguir esse objetivo! É só encontrar as pessoas certas, na hora certa, no lugar certo!

    Em algum outro post eu conto quando eu o vi pela primeira vez, como a gente se conheceu (siiim, eu o conhecii!! da maneira tradicional!!!) e etc. Na verdade vão ter tantos posts falando dele aqui, que ele vai ter uma tag especial, decidi! ;D


  46. Chapter One.

    December 9, 2009 marypaixao

    Pegador: (s. m.) Um sujeito charmoso, divertido e superconfiante, que é sexy, está em boa forme e é bom de cama (como eu disse, superconfiante). Ele é imperdoavelmente “homem”, adora mulheres, tem muitas amigas e não sai por aí se gabando das conquistas. De uma forma romântica, consegue de safar de qualquer situação, com um álibi de uma piscadela e um sorriso maroto. Ele se deixa prender por escolha, não por medo. E, mais importante,  se dá bem por ser safado.

    Chegou hoje pra mim o livro “O que os homens querem e as mulheres precisam saber”, do ex modelo Steve Santagati. Li um pouco esse livro há muito tempo, na Livraria Cultura. E adorei. O autor é um pegador, você sente isso no que ele escreve. E eu me reconheci e reconheci minhas amigas “vítimas” dos pegadores, haha. Mas a primeira frase do primeiro capítulo é a mais certa: Admita, você quer sair com um pegador. Apesar de tudo que a sua mãe falou, nós somos os melhores namorados. Pois é, são mesmo. Aliás, o nome já diz tudo PEGADOR. Aquele que tem pegada. E cá pra nós, esse é o ponto.

    Sabe aquele carinha que muitas amigas suas te perguntam “por quê diabos você ainda fica com ele? Ele é horrível!” ou então “não vai na dele, ele só vai te magoar” ou qualquer tipo de pergunta sobre porque você fica com ele, mas assim que elas perguntam isso vem à sua cabeça aqueles momentos em que ele te pega desprevenida e te dá um beijo de arrancar as roupas naquele mesmo instante?

    Pois é, normalmente eles são os mais lindos e gostosos, mas eles podem até ser do tipo nerd, camarão ou macarrão. O negócio é a atração. Pessoas são diferentes e, consequentemente, assim são seus gostos. Eu particularmente gosto tanto de homens gostosos (quem não gosta?!) (mas não aqueles musculosos até a morte, parecendo funis) como de homens macarrão, só pele e osso. Então, o que define se aquele carinha vai pra lista de “já peguei” e, melhor, pra lista de “namorado em potencial” é a pegada dele. Não adianta nele ele ser um deus grego se ele ficar com você a noite inteira e nem sequer mexer a mão da sua cintura. (ou pior, do seu braço).

    Os casos desesperadores são quando você quer algo mais do que o pegador pode oferecer. O pegador pode te oferecer situações agradáveis, histórias engraçadas, um sexo de primeira e um tesão de doer, mas não peça mais do que isso. Porque antes mesmo de você se dar conta, ele vai perceber suas terceiras e quartas intenções, e vai dar no pé. Ou então – o que é pior – vai dar um novo nome a você: Lanchinho. Bemvinda ao mundo das que esperam entrar num relacionamento com um pegador, enquanto ele espera um momento propício de vacas magras pra lembrar que você existe.

    E aí, meu bem, o jeito é se mancar do jeito mais difícil e sair pro mundo de novo. Good luck!


  47. Na lista telefônica.

    December 8, 2009 marypaixao

    Sabe aquela comunidade do orkut “Meu passado me condena”? Pois é, hoje descobri que não existe frase mais certa!

    Uma junção de passado condenável e memória seletiva, é o que eu e minha amiga K. percebemos em nós hoje, haha. Relembrar um passado que parecia que ia durar pra sempre é uma tarefa que nos traz lembranças boas e ruins, escondidas em lugares inacessíveis da nossa memória. E essa relembrança é a minha história de hoje.

    Minha amiga K. é amiga de longa data. Já tivemos brigas e separações, provocadas por fatos bestíssimos ou por simples falta de comunicação. Mas enfim, o fato é que a história de hoje tem a ver com o começo de nossa amizade. Há muito tempo atrás (haha, acho que uns 10 ou 11 anos), no colégio que eu tinha acabado de entrar, no fim do chamado Ensino Fundamental I, K. já estava nele desde criança. Nos dois primeiros anos no novo colégio, eu não conhecia K. – passei a conhecer mesmo só no fim do segundo ano lá. No terceiro ano no novo colégio, já não mais tão novo assim, K. e eu começamos verdadeiramente nossa amizade. Não lembro como começou, mas sei que aconteceu. E de repente tenho lembranças de nós duas sentadas no fundo da sala, olhando os meninos mais velhos pela janela. HAHAHA (crises de riso). E é aí que o personagem da minha história entra.

    Havia ele, A., e o irmão dele, M. (que K. gostava, haha). Como sempre, A. não era a simpatia em pessoa, e logicamente, eu nunca havia falado com ele. Nem K. Mas começamos a observá-lo de nossa sala, nas aulas sacais. K. já sabia quem ele era e também o irmão dele, que era bonitinho naquela época (pereceu, hoje em dia ;x). Com eles dois a nossa pequena diversão estava garantida! Comentei com K. que provavelmente foi a partir dessa época que comecei a desenvolver meus ‘instintos de stalker’ IUSHAUISAHSIU (muitas pessoas tem medo desse lado meu, haha :x ).

    Não lembro muito dessa época, mas só sei que de repente sabíamos tudo sobre os dois irmãos. Nome completo, idade, pais e o terceiro irmão (que estudava na mesma série que a gente, só não na mesma sala – porém nunca falamos com ele!) até endereço e telefone! De acordo com K., conseguimos o telefone e endereço pela lista telefônica, procurando na cara dura mesmo! Mas não lembro de detalhes tão sórdidos assim. O que eu sei é que até hoje sei de cór o nome da rua deles (mas, também de acordo com K., eles se mudaram!) e lembro desse tempo da gente sempre que passo por lá. E até olho pra ver se algum deles está indo pra academia ou padaria, só por acaso.

    Há mais ou menos um mês reencontrei A., na faculdade. Me diverti horrores sozinha, dando um leve sorriso pra ele, com a maior cara de “oi, lembra de mim? costumava meio que te perseguir uns anos atrás”, haha. Não sei se vi coisas, mas notei um olhar quase de desespero nele, quando me viu! V for victory! Adoro ser lembrada!, haha. E há menos tempo, encontrei um super amigo dele, do nosso colégio também, e toquei no nome dele, como quem não quer nada, só pra relembrar os velhos tempos de conseguir informações…! Esse tal amigo não me perguntou nada sobre minha suposta relação com A., mas a cara dele de “que interesse todo é esse?” era inegável. Mais uma vez me diverti horrores, e tive crises de riso durante o dia todo, sozinha, imaginando se ele contaria o fato pra A. ou não.

    O mais interessante nisso tudo é que, naquela época, pensava que não gostava de A. Assim, que não gostava meeesmo, odiava! Mas hoje vejo que não era assim. Lógico, naquela época eu praticamente nem sabia o que era ficar com um carinha – o que me leva a pensar numa futura história pra cá -, mas também não o odiava. Acho que, como sempre, o que eu queria mesmo era ser amiga dele. Queria conversar com ele, sobre o quê eu não sei, no auge dos meus… 12 anos, talvez (?). E mais, ainda quero. Seria no mpinimo interessante, haha. Ele tem uma casa num condomínio pertíssimo da casa da minha tia. E quase sempre o vejo em época de ano novo por lá. Quem sabe um dia eu não puxo conversa? Acho que ele vai me olhar torto, jurando que eu sou louca varrida, haha. Quase isso ;)


  48. Desculpas passadas.

    December 7, 2009 marypaixao

    Todas as mulheres conhecem um homem que já foi imbecil com elas. Normalmente todos os ex-namorados são imbecis (fato que não entendo, mas enfim). Um dia desses, um cara das antigas veio falar com minha amiga pedindo desculpas por ser imbecil (pediu desculpas a mim também, mas se na época eu não ligava, imagina agora).

    Mas esse cara era um imbecil mesmo, haha.

    Essa história tem eu e mais duas amigas. P. namorava nessa época com R., que era amigo de T. (o imbecil), que era afim de K. (minha amiga a quem ele pediu desculpas). Eu entro na história como amiga de ambas, somente.

    Não lembro como, mas de algum modo comecei a conversar com T. Ele era um imbecil, como eu já disse, mas eu não ligava, como eu já disse também. Na verdade gostava do fato de ele me dar alguma atenção, mesmo que fosse somente pra conseguir minha amiga. Ele não era bonito, mas também não era ai-que-feio-da-porra. E, pra mim, ele tinha algo a mais. Eu não gostava dele, do modo quero-ficar-com-ele-now, e ele também não era a simpatia em pessoa, de modo que não sei realmente explicar porque eu gostava tanto de conversar com ele. Um dia ele me disse que era o ‘macho alpha’, e eu acreditei. Porque, de algum modo, ele me atraía. Não no modo atração, atração mesmo, mas enfim. (Imagina ele ficando comigo? Eca, que estranho, que tosco, aff).

    O fato foi que, conversa vai e conversa vem, ele e minha amiga ficaram. Tenho fatos memoráveis dessa época, mas putaquepariu, ele era muito imbecil, pô! Fato bom: um certo dia, ele e ela estavam ficando na pracinha do meu colégio, quando por algum motivo eu ligo pra ela e pergunto alguma coisa. Ela responde, eu digo algo que precisa de uma resposta do tipo “tá certo”, mas ela não responde, e desliga. Depois, ela me diz que não tinha respondido porque ele deu um beijo nela de tirar o fôlego. E ela ficou sem reação, haha.; Fato ruim: ele sem-pre se atrasava. E ele morava a quatro quarteirões do colégio. Na hora em que eles deviam estar se encontrando, ele estava acordando. Filhodaputa!; Fato bom: Com ele, vieram minha aproximação (ou qualquer coisa perto disso) a duas coisas: Outros carinhas que eu ansiiiiava em conhecer (*-*) e música death metal.; Fato “ruim”: Um dia, numa festa, eles dois estavam conversando… Ele encostado na parede, ela na frente dele. No começo, ela tava meio que afastada. Não sei se essa foi a primeira vez que eles ficaram, mas enfim, eles demoraram a conseguir, haha. Ele tentava se chegar, ela ficava na dela, ele tentava mais um pouco, ela cedia, e assim sucessivamente. Eu e minhas outras amigas estávamos longe, lógico, mas teve uma hora que eles tavam quaaaase ficando, ela já na área bem em frente dele, bem pertinho, e aí a gente apareceu, chamou ela, conversou com ela, e fim!, haha, eles voltaram pro estágio inicial! Mas no final eles ficaram, hihín.

    Imagine minha cara de surpresa master quando minha amiga colou a parte da conversa onde ele me pedia desculpas? haha, essa vida é uma coisa mesmo…


  49. 1, 2, 3, GO!

    December 6, 2009 marypaixao

    Eu já sabia que eu era um fracasso nessas coisas. Nossa, há quanto tempo eu estou certa sobre isso.  Mas decidi fazer um blog pra contar sobre isso, no dia – mais recente, que eu lembre – em que eu atingi o ápice.

    A ideia pro blog, como eu disse ali do lado no menuzinho, nasceu quando lá estava eu com algumas amigas… E de repente uma amiga fala de um carinha que está flertando com ela, de longe. Eu reparo nele – é até bonitinho – e o vejo às vezes sorrindo, olhando muito quando ela dança freneticamente, comentando com os amigos – provavelmente dizendo “vou partir pra cima dela, ela não é boa?” (e, como resposta, vinda depois de uma boa olhada pra minha amiga descendo até o chão no ritmo da música, um provável consentimento).

    E nisso ficou por um tempo. Olhares, sorrisos, dança (da parte dela), conversa (da parte dele)… Eu achei aquilo lindo, porque era exatamente assim que eu imaginava um flerte. Um BOM flerte. Aquela coisa de decidir tentar algo, e tentar uma comunicação visual, e secar bastante, e conseguir a atenção da outra pessoa, e aquela troca de olhares e sorrisos… Putz, perfeito. É exatamente assim, pra mim, que um homem tem que chegar.

    E aí, ele se chegou. Num momento (acho que foi no começo) de uma música (ou no final, talvez), ele chegou perto, sorriu e provavelmente perguntou o nome dela. Nesse momento eu fiquei com vergonha. Fiquei com vergonha (de um modo bom) por ela, que tinha conseguido e começava a conversar com ele; e fiquei com vergonha de mim (de um modo ruim) por ter olhado fascinada praquilo e ter sentido a vergonha boa como se tivesse acontecido comigo!

    Que descaramento!

    E foi assim. Percebi como eu era um fracasso, uma desaventurada na arte da paquera, do flerte, de qualquer coisa relacionada a isso. E o saldo da noite não me deixa mentir: ninguém nem sequer olhou pra mim pensando algo como ‘é, acho que ela serve, já que nenhuma outra tá disponível’. Mas, apesar de não gostar, eu já estou acostumada a ser uma desaventurada.

    E como eu sou desventurada, solto aqui minha imaginação acerca das aventuras das outras pessoas. E sobre qualquer coisa que me vier à cabeça.