Parece até que eu sabia que não ia durar muito. Parece até que eu deixei pra escrever isso aqui quando acabasse.
(Acabar o que nem começou? — lema da minha vida)
Então… a primeira vez que eu o vi, na verdade eu não o reconheci. A gente começou a se falar pelo msn por causa daquela amiga em comum, mas naquele tempo ele me irritava um pouco. E desde aquele tempo não temos muito o que falar. Depois de algumas conversas esporádicas pelo msn, ele falou comigo em um evento, mas eu não o reconheci. Se não me falha a memória, depois disso paramos de ‘conversar’ (aka. se falar às vezes rapidamente).
Depois de não sei quanto tempo, voltamos a nos falar no msn. Não lembro como, mas nesse nosso segundo “contato” foi que ele começou a dar em cima de mim. A gente praticamente nunca tinha se visto, eu me importava com ele tanto quanto ele se importava comigo, então deixei rolar. Depois de alguns poucos dias de conversinha mole — sem mudar nosso jeito de conversar (aka. não ter quase nada pra falar) — ele disse que éramos muito diferentes e que achava que não daríamos certo, ou algo assim. Nem lembro quando foi isso, mas de todo modo não me importei.
Aí veio uma fase minha que eu simplesmente não tinha com quem conversar no msn, então parei de entrar. Passei mais de um ano, acho, e pensando bem ainda hoje não tenho muitos motivos pra estar sempre online. Há umas duas semanas atrás, não sei porque entrei no msn — e ele veio falar comigo. Já seria uma surpresa se qualquer pessoa falasse comigo no msn; ele então, foi uma surpresa ainda maior.
Disse que estava há um tempo querendo entrar em contato comigo, pois estava com um projeto com uns amigos e eles iria gravar um podcast sobre livros que viraram filmes. E, como eu tenho um blog literário, ele se lembrou de mim para participar junto com eles. Achei bem legal, topei, ele me falou um pouco sobre o projeto e deu a ideia de testarmos pra ver se havia algum problema com o skype ou algo do tipo. É terrivelmente embaraçoso pra mim falar com alguém pelo telefone, e isso se aplica ao skype também, mas aceitei. E no começo foi realmente embaraçoso, já que mesmo com algumas coisas em comum nossa conversa era meio forçada. Mas o fato é que conseguimos conduzir uma conversa… muito bem, na verdade, se considerarmos que ficamos conversando até seis horas da manhã. Em alguns momentos não falávamos nada, mas de certo modo foi legal. E mais uma vez ele deu em cima de mim. E eu aceitei.
E, com isso, entrei em parafuso, logicamente. É, complicado. Porque mesmo ele sendo quase um estranho, eu me senti bem conversando com ele. E faz TANTO tempo que alguém não me faz bem desse jeito… Conversamos por dois, três dias normalmente depois dessa ligação do skype, algumas vezes conversando normalmente, outras com pequenos indícios de que talvez algo rolasse. Depois de uns dias um outro nível chegou, à base de morangos com leite condensado. É, nunca um morango rendeu tanto assunto. Mais um nível foi atingido quando as conversas passaram a ter webcam. E, devo dizer, foi uma adição muito boa.
O negócio é que, em algum momento, eu passei a querer mais — e é aí onde mora o problema. Não que eu estava (ou esteja) loucamente apaixonada por ele, mas ele me fazia bem e eu gostei da sensação e eu sabia que se aquilo progredisse ia ser ainda melhor — porque, PORRA, só virtualmente? REALLY? Ele morando a, sei lá, uma hora da minha casa?! Mas enfim, o problema é que quando um não quer, dois não fazem, e ele, logicamente, não queria. Ou queria virtualmente. Ou só teve um acesso de loucura. Whatever.
E aí tivemos a oportunidade de nos encontrarmos pessoalmente, e eu, ingenuamente, pensei que já que ele quis algo comigo virtualmente, também iria querer algo pessoalmente. Quer dizer, pelo menos era o que fazia sentido na minha cabeça. E conversar com ele pessoalmente foi até melhor do que conversar pelo msn, e ele é inteligente e me faz rir e é legal e… não quer nada comigo (for fuck’s sake, how I dared to think otherwise?!). Enquanto conversávamos lá no evento eu mal conseguia conversar olhando nos olhos dele e eu ficava com vergonha (é estranho falar isso, não é de um modo ruim) do sorriso dele. Mas não deu em nada, e não foi por falta de oportunidade. E quando eu cheguei em casa eu vi o quanto eu esperava por algo.
The thing is: pra ele, o que aconteceu pelo msn foi tudo, e ele não sabia que eu queria uma “continuidade”; pra mim, aquilo não foi nada, eu não queria continuar, eu queria que algo começasse! Pra mim, tudo o que ele fez foi me dar falsas esperanças de que tudo o que ele falava que queria fazer comigo ele iria fazer em algum momento. PORRA, como alguém pode se satisfazer com algo VIRTUAL? Ou seja, ou eu frustrei hard ele em algum momento, ou ele… sei lá, só queria passar o tempo? Qual dos dois é pior?
Anyway, the show must go on, nós somos só amigos e eu tô totalmente messed up, cheia de vontades que não dá pra satisfazer. Ele é só mais uma desventura que não deu em nada. O que me deixa mais frustrada e deprimida é que sabe aquela situação que eu sempre imagino, de possible sex mates or even lovers or something like that? Minha imaginação foi um pouco mais além com ele, porque hey!, virtualmente chegamos mais além. O foda é ter que voltar à estaca zero. E não poder mais pensar em talvez ter uma amizade colorida com ele, podendo até se passar por fake boyfriend.











